Regulamentação da reforma tributária deve ser enviada ao Congresso até março, diz Alckmin

Vice-presidente da República afirma que, apesar do ciclo de queda de juros, taxa ainda é alta no país. Para Alckmin, Lula "salvou a democracia" ao derrotar Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022

Equipe InfoMoney

O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), no CCBB, em Brasília (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), anunciou que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), deve encaminhar até o fim de março as propostas de regulamentação da reforma tributária.

Segundo Alckmin, os juros “escandalosos” e os impostos altos são as causas do baixo crescimento do Brasil nas últimas décadas.

A despeito do ciclo de afrouxamento monetário, Alckmin afirmou que as taxas de juros permanecem altas no país. “Lá fora, o juro real é zero e aqui é de 7%, 8%. Outro [problema] são os impostos, mas a reforma tributária vai ajudar a simplificar a carga tributária e irá desonerar a indústria, investimentos e exportações”, disse o vice-presidente em entrevista à GloboNews.

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“Ela [reforma tributária] é uma reforma que traz eficiência econômica. Há estudos que mostram que o PIB pode crescer 12% a mais em 15 anos. Então, ela é essencial. Não é perfeita, porque houve lá algumas exceções, mas é um avanço muito significativo. O ministro Fernando Haddad deve encaminhar agora, até o fim de março, todas as propostas de regulamentação da reforma tributária.”

Incentivo à indústria

Alckmin também comentou sobre o programa de depreciação “superacelerada” lançado pelo governo, que contará com incentivos de R$ 3,4 bilhões para a indústria em 2024 e em 2025. O vice-presidente ressaltou que o valor consta do Orçamento e que o programa tem o objetivo de driblar dois problemas econômicos: o baixo investimento e a baixa produtividade.

Alckmin disse ainda que o governo tem confirmados R$ 55 bilhões em investimento na indústria automotiva, sem contar possíveis novos aportes da Toyota e da Stellantis. “Podemos chegar perto de R$ 100 bilhões”, afirmou.

“Lula salvou a democracia”

O vice-presidente afirmou, ainda, ter convicção de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “salvou a democracia” ao vencer Jair Bolsonaro (PL) nas urnas em 2022.

“Eu tenho a convicção que o presidente Lula salvou a democracia. Porque quem defende a Constituição, defende eleição, defende o povo, é democrata. O inverso disso é golpista”, disse Alckmin. “Se, perdendo eleição, eles tentaram golpe, imagine se tivessem ganhado. Então, isso é pior coisa que tem para a própria economia. As ditaduras suprimem a liberdade em nome do pão, não dão o pão que prometeram nem devolvem a liberdade que tomaram.”

(Com Estadão Conteúdo)

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