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Perspectivas

Queda do desemprego, Previdência e PIB: os 8 eventos que vão agitar a próxima semana

Enquanto a Previdência segue no radar, agenda de indicadores econômicos volta a ganhar força no Brasil e no exterior

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SÃO PAULO – Com uma semana mais “tranquila” por conta dos feriados no Brasil e nos Estados Unidos, o Ibovespa conseguiu registrar sua segunda alta semanal seguida, com os investidores de olho ainda no cenário político doméstico, em especial na reforma da Previdência, que seguirá como um dos principais pontos de análise do mercado nos próximos dias.

As expectativas sobre a reforma devem ficar ainda mais acirradas na última semana de novembro com governo ainda sem votos necessários e com o texto esperado para entrar em pauta na Câmara em 5 de dezembro. O Planalto ainda insiste em votar a reforma este ano, para evitar deixar o tema para 2018, quando os deputados estarão concentrados nas eleições.

No meio deste cenário, o presidente Michel Temer passará por consulta no hospital Sírio Libanês em São Paulo para saber se há necessidade da realização de cateterismo, segundo a Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto. E por mais delicado que o assunto seja, o mercado monitora este evento de olho em atrasos nos debates sobre a reforma da Previdência.

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Agenda de indicadores
Para os próximos dias, a agenda de indicadores volta a ficar bastante agitada. No Brasil, na terça-feira (28), a Secretaria do Tesouro Nacional informa o resultado fiscal de outubro do governo central. Segundo a GO Associados, o País deve mostrar um superávit primário de R$ 2,0 bilhões no mês, depois de cinco meses seguidos de déficit. “O resultado positivo reflete a sazonalidade favorável com a arrecadação de impostos trimestrais (IRRJ e CSSL), além do programa Refis e o aumento da arrecadação fruto da recuperação econômica”, afirmam os economistas da GO.

Já na quinta-feira (30), o IBGE divulga o resultado de outubro da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). A taxa de desemprego deve registrar queda de 12,4% para 12,1%, de acordo com a GO. “O dado de outubro refletirá a sazonalidade favorável do período, em virtude das contratações da indústria e do varejo para as festas de fim
do ano, além da recuperação, cada vez mais nítida, da atividade”, explicam.

Já na sexta-feira (1), o IBGE apresenta o PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre. A expectativa é que País registre crescimento pelo terceiro trimestre consecutivo, projetado em 0,2% pela GO Associados. Do lado da demanda, a principal novidade será o crescimento dos investimentos, que devem ter voltado a crescer, depois de 14 quedas em 15 trimestres, afirmam os economistas.

No exteiror, os EUA têm agenda importante na próxima semana. O presidente indicado do Federal Reserve, Jerome Powell, será sabatinado no Senado dia 28. No dia seguinte, a atual chair da autoridade, Janet Yellen, faz discurso, após sua mensagem vista como dovish ajudar a enfraquecer dólar esta semana. Outros dirigentes do Fed também falam nos próximos dias.

Ainda na quarta-feira, o Departamento de Comércio dos EUA divulga a segunda prévia do resultado do PIB referente ao terceiro trimestre. Na prévia anterior, o órgão apontou crescimento de 3,0% ante o trimestre anterior, taxa praticamente igual à registrada no segundo trimestre, mesmo com o impacto negativo dos furacões que atingir o país em agosto e setembro. A segunda prévia deve confirmar o bom crescimento econômico do período.

No mesmo dia, o Fed também divulga o Livro Bege, relatório elaborado pelas regionais do Fed junto aos empresários de cada distrito para captar a sensação em relação à atividade econômica. O relatório é usado como subsídio para a próxima reunião do Fomc, que ocorrerá nos dias 12 e 13 dezembro. A expectativa é o órgão suba os juros em 0,25 ponto percentual para o intervalo entre 1,25% e 1,50% ao ano. No entanto, a tendência segue sendo de bastante gradualismo, dado que a inflação segue abaixo da meta de 2,0% ao ano.

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