Investigado

Procurador da Zelotes diz que provas contra Lula são “batom na cueca”

Segundo ele, provas demonstram que o petista ofereceu seu prestígio a empresas, em troca de viabilizar um contrato bilionário e a edição de uma medida provisória no governo de Dilma

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SÃO PAULO – O procurador responsável pela Operação Zelotes, Hebert Mesquita, afirmou nesta terça-feira (12) que as provas apresentadas em denúncia de tráfico de influência contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva são “batom na cueca”.

Segundo ele, estas provas demonstram que o petista ofereceu seu prestígio a empresas, em troca de viabilizar um contrato bilionário e a edição de uma medida provisória no governo de Dilma Rousseff. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Mesquita explica que a denúncia é baseada em uma série de mensagens e documentos que comprovam que Lula e se filho Luís Cláudio Lula da Silva se envolveram em negociações com lobistas do setor privado sobre contrato de compra de caças suecos fabricados pela Saab.

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Nesta terça, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Pedro Malan e os ex-ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Nelson Jobim (Defesa) prestaram depoimento neste caso como testemunhas de defesa do petista. O ex-presidente tucano defendeu Lula ao afirmar que a compra dos caças suecos foi decidida durante o seu governo.

FHC disse que a negociação não foi concluída para não “onerar” o próximo presidente, mas que a escolha já tinha sido feita. “No meu período de governo já havia uma demanda da força área que renovássemos a frota. No final de um longo processo, eu me lembro que a Aeronáutica era favorável pelos caças suecos. Como já estávamos se aproximando do fim do meu mandato, não quis fazer uma compra, que seria paga pelo governo seguinte”, disse o ex-presidente, durante o depoimento.