Presidente do Senado

Procurado a apoiar revogação, Renan se recusou a atender telefonema de Dilma, diz colunista

Segundo coluna Painel, da Folha, Renan foi jogado para o "colo de Michel Temer"; Estadão também destaca que governo procurou apoio, mas ouviu "não" do presidente do Senado

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SÃO PAULO – A tentativa do presidente interino da Câmara dos Deputados Waldir Maranhão (PP-MA) de tentar anular a votação do impeachment de Dilma Rousseff não se mostrou bem sucedida. Após o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) prosseguir com o processo, o próprio Maranhão revogou o seu ato.

Mais do que isso, os jornais de hoje destacam que esse movimento praticamente jogou Renan Calheiros – que emitia sinais dúbios sobre seu apoio a Michel Temer – , no “colo do vice”, que possui grandes chances de assumir a presidência interina da República nesta semana com a admissibilidade do processo de impeachment no Senado. Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, Renan se recusou a atender o telefonema de Dilma Rousseff antes de anunciar que iria ignorar o ato de Waldir Maranhão e manter o rito do impeachment. 

A coluna lembra que, o mesmo Renan, em 2005, acatou requerimento para anular a sessão que havia rejeitado a indicação de Alexandre de Moraes para o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), o que foi aprovado na segunda tentativa. 

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Já de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, Renan também foi procurado pelo ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, que apelou para que o peemedebista concordasse com a suspensão do impeachment. Renan, não aceitou e deixou claro seu alinhamento com Temer e disse para o AGU que a medida de Maranhão só serviria para tumultuar o clima político do País.

Desta forma, o cronograma foi mantido. Ontem, o parecer favorável ao pedido de abertura do processo de impeachment foi lido no plenário do Senado e sua votação está prevista para ter início amanhã. Renan Calheiros deseja que esta sessão comece às 9h. Haverá uma suspensão às 12h e retorno às 13h, interrupção novamente, desta vez às 18h, e então a votação às 19h, de maneira eletrônica. Seu objetivo é concluir a sessão ainda na quarta-feira. De acordo com Renan, espera-se que 60 senadores se inscrevam para se pronunciar na sessão. Cada um terá de dez a 15 minutos.