Política

Primeira mudança significativa em ministérios derruba “principal nome” de Dilma

Aloizio Mercadante já começou a trabalhar nesta segunda em seu cargo, mas Gleise está de férias e a transferência oficial de cargos só deverá acontecer no final da semana

SÃO PAULO – A primeira alteração significativa da esperada “reforma ministerial” ocorreu nesta segunda-feira (20), com Dilma Rousseff derrubando Gleisi Hoffman, ministra da Casa Civil, em nome de Aloizio Mercadante, que já assumiu o principal ministério do governo – após diversas críticas à Gleise surgirem no governo, o que já havia feito Mercadante começar a atuar como ministro antes mesmo do anuncio. Assim, o cargo de ministro da Educação fica vago por enquanto

Gleise deverá ser candidata ao governo do Paraná pelo PT e deixa o seu cargo para um dos principais nomes do partido no momento. O economista dará mais peso político à Casa Civil, com alguma coordenação política – algo deixado de lado desde que a própria Dilma assumiu o cargo no lugar de José Dirceu, em 2005, no auge do escândalo do Mensalão.

Mercadante já começou a trabalhar nesta segunda em seu cargo, mas Gleise está de férias e a transferência oficial de cargos só deverá acontecer no final da semana. Descrito como um “trator” e de bom trânsito no congresso, a nomeação de Mercadante ajuda a suprir a falta de coordenação política no congresso. 

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A reforma ministerial que acaba de começar não deve fazer grandes substituições – o cargo de Guido Mantega, ministro da Fazenda, não está ameaçado, embora Mercadante venha a lhe fazer “sombra”. A expectativa é que os ministros que serão candidatos deixem seus cargos, como a própria Gleise e Alexandre Padilha, ministro da Saúde e candidato ao governo de São Paulo. 

O problema para Dilma tem sido conter as ambições do PMDB, principal aliado – que demonstra claramente que quer mais cargos no governo. Assim, a presidente corre o risco de ver seu principal aliado tomar “decisões estratégicas” na campanha à presidência neste ano, apoiando o PT nacionalmente e deixando cada estado tomar suas decisões internamente.