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Europa

Premiê britânico alerta cidadãos que haverá mais sofrimento

Cameron admitiu que está levando mais tempo do que o planejado para arrumar a economia britânica e controlar as finanças públicas

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BIRMINGHAM – O primeiro-ministro britânico, David Cameron, alertou nesta quarta-feira (10) os eleitores para se prepararem para “decisões dolorosas” sobre a economia, mas ofereceu poucas novidades que mudassem o cenário ruim de crescimento que afetou seus esforços para reduzir o déficit orçamentário.

Em discurso na conferência do seu Partido Conservador, Cameron admitiu que está levando mais tempo do que o planejado para arrumar a economia britânica, afetada pela recessão, e controlar as finanças públicas.

Insistindo que seu governo de coalizão não irá hesitar com seu plano de austeridade para reduzir o déficit orçamentário, Cameron disse que se não for possível superar os problemas econômicos, a Grã-Bretanha irá patinar em uma estrada de declínio a longo prazo.

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O FMI (Fundo Monetário Internacional) reduziu suas estimativas de crescimento para a Grã-Bretanha na segunda-feira, colocando uma nuvem de dúvida sobre a conferência anual dos Conservadores, onde Cameron esperava reunir seu partido e convencer os eleitores de que seus planos econômicos são a única maneira de avançar.

“Eis a verdade. O dano foi pior do que imaginávamos e está tomando mais tempo do que esperávamos”, disse ele.

“A economia mundial, especialmente na zona do euro, tem sido muito mais fraca do que o esperado nos últimos dois anos. Quando alguns de nossos grandes parceiros comerciais como Irlanda, Espanha e Itália estão sofrendo, eles compram menos de nós. Isso prejudica nosso crescimento e dificulta o pagamento de nossas dívidas.”

A maioria dos economistas espera que o governo anuncie estimativas menores de crescimento em dezembro, o que poderia devastar o plano de redução de déficit de Cameron e potencialmente forçá-lo a estender os cortes de gastos bem além da eleição de 2015.

“A menos que adotemos uma ação, a menos que tomemos decisões difíceis e dolorosas, a menos que mostremos determinação e imaginação, a Grã-Bretanha pode não ser no futuro o que foi no passado”, alertou Cameron.

“Porque a verdade é: estamos em uma corrida global hoje e isso significa um momento de avaliação para países como o nosso. Afundar ou nadar. Fazer ou cair.”

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