Negociação

Política de preços da Petrobras está em negociação, diz líder dos grevistas

"Submeter os preços ao mercado internacional foi a pior aberração que fizemos", afirmou Lopes

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SÃO PAULO – A situação da greve dos caminhoneiros segue bastante incerta e uma reunião entre governo e os manifestantes foi marcada para 14h (horário de Brasília) desta quinta-feira (24). Apesar disso, a posição do presidente da Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros) e líder dos grevistas, José da Fonseca Lopes, segue dura e com pouca margem para negociação com o governo.

No início da tarde ele reforçou a jornalistas em Brasília o que havia dito mais cedo de que a greve só acaba quando a isenção de PIS/Cofins para o diesel for publicada no Diário Oficial. Além disso, ele afirmou que irá apresentar um projeto para que esta isenção continue para todo o setor.

Outro problema gerado hoje é a viagem do presidente do Senado, Eunício Oliveira, que já deixou Brasília para cumprir uma agenda de compromissos no Ceará, o que impede a votação do projeto de renúncia do PIS/Cofins ainda hoje. Lopes se disse decepcionado com a atitude do senador e lembrou que, antes da viagem, a chance de fim da greve estavam em 80%. “Se o Eunício foi para o Ceará é porque quer ver o circo pegar
fogo”, disse.

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“Governo tem que entender que ele criou o problema”, disse ele reforçando que só irá negociar a nível de Casa Civil ou Presidência. Além disso, Lopes afirmou que a política de reajuste de preços da Petrobras está em negociação, algo que foi desmentido pelo presidente da estatal, Pedro Parente, na noite de quarta-feira (24) após o anúncio de redução de 10% no preço do diesel.

“Submeter os preços ao mercado internacional foi a pior aberração que fizemos”, afirmou Lopes. “Pedro Parente não abre mão dos reajustes, mas não pode ser diariamente como está sendo”, completou o líder dos grevistas.