Operação Skala

Polícia Federal prende amigos de Temer, dono da Rodrimar e ex-ministro da Agricultura

A decisão foi autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal)

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SÃO PAULO – Amigo de Michel Temer e ex-assessor do presidente, José Yunes foi preso no início da manhã desta quinta-feira pela Polícia Federal em São Paulo. Um dos donos da empresa Rodrimar, Antonio Celso Grecco, e o ex-ministro de Agricultura Wagner Rossi também foram presos, além do coronel João Batista Lima Filho (também amigo do presidente).  As prisões são parte da Operação Skala. 

A decisão foi autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele é relator do inquérito que investiga se o presidente, por meio de decreto, beneficiou empresas do setor portuário em troca do suposto recebimento de propina.

A prisão temporária de Yunes tem validade de cinco dias – ele foi levado para a sede da PF em São Paulo. A PF  informou que por determinação do STF ‘não se manifestará a respeito das diligências realizadas na presente data’.

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A defesa de Yunes se manifestou por meio de nota:  “É inaceitável a prisão de um advogado com mais de 50 anos de advocacia, que sempre que intimado ou mesmo espontaneamente compareceu à todos os atos para colaborar. Essa prisão ilegal é uma violência contra José Yunes e contra a cidadania”.

O caso

No dia 30 de novembro de 2017, Yunes chegou a prestar depoimento à PF no inquérito dos portos. Na época, o assessor chegou a falar sobre uma operação de venda de imóvel para Temer. Na delação premiada do operador financeiro Lúcio Funaro, delator da Lava Jato, Yunes foi denunciado como um dos principais responsáveis por administrar as propinas supostamente recebidas pelo chefe de Estado brasileiro. Segundo Funaro, o amigo pessoal de Temer lavava dinheiro de propina investindo em sua empresa imobiliária. Yunes está afastado do cargo desde dezembro de 2016, quando pediu demissão para, segundo ele, “preservar a dignidade”.

As detenções desta quinta fazem parte das investigações que apuram possíveis alterações no decreto sobre portos que poderia beneficiar a companhia. O decreto permitiu que as concessões para exploração de portos assinadas depois de 1993 fossem prorrogadas sem licitação por mais 35 anos, até o limite de 70 anos.

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