"Pixuleco"

PF prende José Dirceu, irmão e ex-assessor em Brasília na 17ª fase da Lava Jato

A operação envolve cerca de 200 policiais em 26 mandados de busca e apreensão, 3 de prisãopreventiva, 5 de prisão temporária e mais 6 de condução coercitiva, segundo comunicado da PF

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SÃO PAULO – O ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu foi preso nesta manhã em Brasília. A informação foi confirmada por seu advogado, Roberto Podval. A PF também levou o computador pessoal do político e o seu telefone celular. Além dele, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão de José Dirceu e sócio dele na JD Consultoria também foi preso, assim como Roberto Marques, ex-assessor do petista. 

Outros presos são o lobista Fernando de Moura, Olavo de Moura e Pablo Kipersmit. Os detidos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR). 

O ex-ministro está sendo investigado por ter supostamente recebido propinas disfarçadas na forma de consultorias, por meio da JD Assessoria e Consultoria, já desativada. A PF incluiu a empresa de Dirceu em um grupo de 31 empresas suspeitas de promoverem operações de lavagem de dinheiro em contratos da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. 

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Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, no laudo presente nos autos da Lava Jato “foi identificada movimentação financeira da ordem de R$ 71,4 milhões, tendo como origem Construções e Comércio Camargo Corrêa S/A e como destino as seguintes empresas, suspeitas de operarem lavagem de dinheiro: Costa Global Consultoria e Participações, JD Assessoria e Consultoria; Treviso do Brasil Empreendimentos e Piemonte Empreendimentos”.

A detenção de Dirceu ocorre no âmbito da 17ª fase da Operação Lava Jato, chamada Pixuleco em referência ao termo usado pelo ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, para nomear a propina recebida em contrato, envolve cerca de 200 policiais em 26 mandados de busca e apreensão, 3 de prisão preventiva, 5 de prisão temporária e mais 6 de condução coercitiva, segundo comunicado da PF.

A ação ocorre em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. As medidas em relação a pagadores e recebedores de vantagens indevidas em contatos com o Poder Público, diz nota da PF. Entre os crimes investigados estão corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.