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Operação Janus

PF indicia Lula por corrupção passiva em propina de R$ 20 milhões da Odebrecht

Conta a reportagem que o empresário havia obtido aval do ex-presidente para preparar a empresa para contratos bilionários da Odebrecht em Angola, financiados com recursos do BNDES

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SÃO PAULO – A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo crime de corrupção passiva em uma suposta propina de R$ 20 milhões em contratos da Odebrecht em Angola firmados com a empresa Exergia, cujo sócio é Taiguara Rodrigues, filho do irmão da primeira mulher do ex-presidente. Conforme noticiou o portal da revista Época, os investigadores concluíram que os contratos só aconteceram em razão do parentesco e das relações da empreiteira com o petista.

O indiciamento é fruto de um trabalho de cinco meses da operação Janus, que averiguou contratos da empreiteira com a empresa Exergia. Por meio de mandatos de busca e apreensão realizados em maio, a PF descobriu que o ex-presidente recebia três alcunhas nas conversas: “tio”, “presidente” e “chefe maior”. Uma das provas obtidas foi uma espécie de diário no computador de Taiguara, com diversos relatos da empresa e de Lula.

Conta a reportagem que o empresário havia obtido aval do ex-presidente para preparar a empresa para contratos bilionários da Odebrecht em Angola, financiados com recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A publicação diz que o petista fazia lobby para a empreiteira de Marcelo Odebrecht sob o pretexto de palestras, usando seu cacife político para viabilizar obras fora do país financiadas pelo banco público.

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Ao todo, foram 16 contratos da Odebrecht com a empresa de Taiguara. Conta a reportagem que a conclusão dos investigadores é que a empresa foi criada apenas para receber dinheiro da empreiteira, sem prestar serviços. Uma perícia concluiu pela “incapacidade técnica e operacional” da companhia.

A PF também indiciou o empreiteiro Marcelo Odebrecht e Taiguara Rodrigues por corrupção e lavagem de dinheiro.