Para 57% dos empresários, inflação irá prejudicar volume de negócios

Pesquisa da ACSP também mostra que, para 45% dos micro e pequenos empresários, a alta dos juros terá o mesmo efeito

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SÃO PAULO – A elevação das taxas de inflação no país irá diminuir o volume de negócios no segundo semestre deste ano. É o que consideram 57% dos empresários entrevistados em uma pesquisa sobre micro e pequenas empresas da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), divulgada nesta quarta-feira (30), durante o 1º Seminário Semestral da associação.

O estudo, que ouviu 350 micro e pequenos empresários da cidade de São Paulo, mostra também que os segmentos de comércio varejista e atacadista (ambos com 57%), além de serviços (60%) são os que mais se preocupam com a influência da inflação nos negócios.

Apenas 33% dos entrevistados afirmaram que a alta nos preços não irá afetar o volume de seus negócios, enquanto outros 10% acreditam que haverá um aumento no volume, no segundo semestre.

Influência dos juros

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Questionados sobre o aumento nas taxas de juros, 45% dos participantes da pesquisa afirmaram que isso também irá influenciar de forma negativa a realização de negócios nos últimos seis meses do ano, enquanto outros 45% apostam na manutenção dos mesmos níveis e outros 10%, em seu incremento.

As taxas de juros impactam, principalmente, os setores de comércio atacadista (73%) e o varejista (47%). O segmento da indústria indica manutenção no volume de negócios, com 60% das declarações.

Juntamente com o setor financeiro, a indústria demonstra ser menos sensível à elevação das taxas de juros, com 30% e 27%, respectivamente, de declarações de que a alta iria diminuir o volume de negócios. O resultado deve ocorrer devido ao fato de que esses segmentos estão menos sujeitos à necessidade de crédito para giro financeiro.

Confiança no cenário político-econômico

O estudo também constatou que o cenário político-econômico atual não gera confiança em 69% dos empresários. Somente 25% deles afirmaram ter alguma confiança e 6% demonstraram-se muito confiantes.

Porém, quando questionados sobre as projeções para seus respectivos segmentos, a maioria (73%) dos entrevistados afirmou que o mercado está favorável ou não sofrerá nenhuma alteração, enquanto 27% acreditam que, nesse quesito, estará desfavorável.