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Padilha garante teto de gastos aprovado ainda em 2016, mas faz apelo contra emendas

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SÃO PAULO – O quadro econômico brasileiro tem evoluído para um cenário de maior confiança desde que o novo governo assumiu o poder. Essa é a avaliação que faz Eliseu Padilha, atual ministro da Casa Civil. O político participa do 2º Congresso Brasileiro da Indústria de Máquinas e Equipamentos, realizado pela Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos) na tarde desta segunda-feira (19).

“A esperança está se convertendo em confiança, e o Brasil é um mar de oportunidades”, disse o ministro em discurso a empresários da indústria. Para que essa trajetória continue, ele destaca quatro desafios ao governo: induzir crescimento econômico, manter e gerar emprego, controlar o déficit da União e controlar a dívida pública nacional.

Em resposta a protestos que questionam a legitimidade do processo de impeachment que cassou Dilma Rousseff do poder e colocou Michel Temer na presidência, Padilha voltou a defender que aquela foi uma iniciativa do povo. “Não foi o Congresso que fez o impeachment. Quem fez o impeachment foram as ruas, os políticos retransmitiram a vontade”, afirmou o braço-direito de Temer na atual gestão.

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Em seu discurso, o peemedebista aproveitou para elogiar o atual presidente e a equipe convocada para os ministérios, secretarias e estatais. “Temer é o político em atividade no Brasil mais vocacionado para atividade política. Ser presidente da Câmara três vezes é terrível, mas ser presidente do PMDB durante 15 anos é milagre”, afirmou.

Ele disse que o presidente foi capaz de escalar um “time dos sonhos” na área econômica: “Temer é o treinador, Meirelles é o capitão e os ministros, os soldados”. Segundo ele, mesmo com um Legislativo fragmentado e uma ampla base para garantir a governabilidade, foi possível contar com bons soldados na Esplanada. “Tinha que cumprir a cota partidária para garantir dois-terços do Congresso, mas a meninada está surpreendendo positivamente”, observou.

Na avaliação do ministro é importante convencer o cidadão a participar da vida política: “Governo sozinho não resolve nada. A cidadania ficou de braços cruzados durante muito tempo. O cidadão tem que saber como está sendo usado seu dinheiro”.

Padilha disse ainda que a percepção desde D. João VI é que se gasta muito mais do que o necessário e que está na hora de enfrentar a questão. “Nós todos somos responsáveis pela inércia da democracia. Quando se distribuem vontades, geram-se maldades nas costas dos representados, pois [isso] significa mais tributos”, argumentou.

O ministro tem confiança de que a PEC 241 — que estabelece um teto para o crescimento das despesas públicas vinculado à inflação do ano anterior — será aprovada pelas duas casas legislativas ainda neste ano, mas faz um apelo para que não haja grandes alterações no texto original: “não pode ter claraboia”. Para ele, esse é o único caminho para “segurar o rojão” do aumento da dívida bruta.

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