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Otimismo: veja os principais pontos de Dilma Rousseff em seu discurso em Davos

Dilma mostrou otimismo com economia brasileira e ressaltou que País está receptivo com investimentos estrangeiros

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SÃO PAULO – Às 11h15 (horário de Brasília), a presidente da República Dilma Rousseff iniciou discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. Dilma destacou que os emergentes continuam a desempenhar papel estratégico e que é apressada a tese segundo a qual as economias emergentes serão menos dinâmicas. “Os emergentes serão dinâmicos porque têm grandes oportunidades”, afirmou. 

Sobre a crise, a presidente ressaltou que a recuperação definitiva da crise financeira global de 2008 não deve ser focada apenas no curto prazo, mas também os horizontes de médio e longo prazo nas avaliações. 

Conforme ressaltou a presidente, o Brasil passou por uma profunda transformação social e celebrou o aumento da classe média, que passou de 37% para 55% da população desde 2003 e criou um mercado de consumo de massas. A presidente associou as melhoras sociais do Brasil às oportunidades de investimentos no País e afirmou que o País criou cidadãos com mais consciência, parte deles presentes nos protestos em junho. Sobre as manifestações, Dilma ressaltou que as manifestações não pediram volta atrás e sim mais crescimento e avanços. 

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Sobre os indicadores econômicos do País, ela destacou a importância do controle da inflação e das contas públicas, essenciais para a estabilidade, reforçando que o Brasil segue o regime de metas de inflação e que trabalha para atingir o centro da meta de inflação – de 4,5% ao ano -, ressaltando os fortes problemas econômicos que o Brasil enfrentou na época da hiperinflação.

Sobre as despesas de conta corrente do Governo Central, Dilma ressaltou que as contas estão sobre controle e que a dívida líquida do setor público caiu e mesmo a bruta declinou, afirmando que o País tem um dos menores endividamentos do mundo. 

Um dos pontos destacados foi o reposicionamento dos bancos públicos na expansão do crédito que, segundo Dilma, é possível graças ao crédito privado. “As instituições financeiras públicas devem retomar as suas funções”, afirmou.

Os desafios persistem, afirma a presidente, gerando volatilidade nos mercados financeiros, mas ressaltou o bom ambiente de investimentos para o País em meio ao programa de concessões de infraestrutura, afirmando que está “consciente da necessidade de avançar para nova etapa”. Dilma fez um balanço sobre os últimos leilões realizados no Brasil, como de concessões de rodovias e de petróleo e afirmou que 2014 será marcado pelo primeiro grande leilão de ferrovias do País, além de falar sobre a agenda do leilão de portos e de energia. 

A melhora na educação também foi destacada no discurso da presidente, explicando e defendendo a importância o repasse dos royalties do petróleo ao setor, de forma a transformar “riquezas finitas” em recursos duradouras para a sociedade. 

A presidente ainda afirmou que sempre recebeu bem os investimentos externos e ressaltou que aspectos recentes não devem ofuscar essas parcerias com os investidores. “Nosso sucesso estará associado a parceria com investidores do Brasil e do mundo”. 

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Por fim, Dilma convidou os participantes do Fórum para a Copa do Mundo e a Olimpíada e afirmou que o País está preparado para realizar a “Copa das Copas”.