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Os 5 eventos que vão agitar os mercados na semana

Confira os principais eventos da semana nos mercados

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SÃO PAULO – A semana começa com o mercado digerindo a vitória amarga de Angela Merkel nas eleições da Alemanha, que gera reações no mercado e uma queda do euro. A agenda política também é movimentada no Brasil, com atenção para a tramitação da segunda denúncia contra Michel Temer na Câmara. Confira os destaques desta segunda e da semana:

1. Bolsas mundiais

As bolsas europeias operam próximas da estabilidade refletindo o resultado das eleições da Alemanha. Angela Merkel e os conservadores alemães ganharam o pleito do último domingo, mas se viram enfraquecidos pelo avanço histórico da ultradireita e pela dificuldade para formar uma aliança de governo. O jornal alemão Bild apontou que o pleito foi um “terremoto eleitoral”, ao afirmar que, com 32,9% dos votos apurados, a CDU-CSU (coalizão de Merkel) registrou “seu pior resultado desde 1949”, enquanto que os ultradireitistas do AfD (13%) se impuseram como “terceira força política” do país.

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As ações das principais mineradoras voltam a ceder na bolsa de Londres com a nova queda do minério de ferro na China, enquanto o petróleo segue no patamar de US$ 50 com Rússia e Opep sinalizando que os cortes de produção estão funcionando. 

Às 8h20 (horário de Brasília), este era o desempenho dos principais índices:

*CAC-40 (França) -0,17%

*FTSE (Reino Unido) -0,02%

*DAX (Alemanha) +0,23% 

*Hang Seng (Hong Kong) -1,36% (fechado)

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*Xangai (China) -0,35% (fechado)

*Nikkei (Japão) +0,50% (fechado)

*Petróleo WTI +0,53%, a US$ 50,93 o barril

*Petróleo brent +1,23%, a US$ 57,56 o barril

*Minério de ferro spot (à vista) no porto de Qingdao, na China, -0,79%, a US$ 63,06 a tonelada

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -0,21%, a 468 iuanes

2. Agenda política da semana

A semana será marcada pelo recebimento da nova denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra Michel Temer pela Câmara dos Deputados, acusado pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. De olho nessa nova tramitação, o presidente reuniu-se no fim da tarde do domingo (24) com alguns de seus ministros mais próximos e com parlamentares da base aliada para traçar a estratégia para enfrentar a segunda denúncia. 

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Outro tema de interesse do governo incluído na pauta da Câmara para esta semana é a conclusão do debate em torno da reforma política, com as sessões do plenário marcadas para começar a partir das 11h30 de terça-feira (26). Além disso, o líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse no domingo que vai consultar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para colocar o texto do Refis (parcelamento de débitos tributários) em votação até quarta-feira no Congresso.

As eleições de 2018 também seguem no radar. A última pesquisa Ipsos apontou uma queda na desaprovação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e um aumento na do juiz Sérgio Moro. Contudo, ao  jornal O Estado de S. Paulo, Danilo Cersosimo, um dos responsáveis pela pesquisa Ipsos, afirmou que Lula talvez tenha alcançado seu maior patamar: “dificilmente ele passará disso. A rejeição a seu nome é ainda muito grande, difícil de reverter”, afirmou. 

A pesquisa também mostrou a percepção em relação ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), que também pode disputar a eleição de 2018. Ele possui desaprovação alta, de 66%, e taxa de aprovação baixíssima, de 3% – índice que pode ser explicado pelo desconhecimento de seu nome. Na última sexta-feira, Meirelles afirmou ter recebido perguntas e manifestações de apoio à eventual candidatura presidencial durante encontros que teve com investidores em Nova York. 

Sobre a agenda de reformas, aumenta a incerteza sobre a reforma da Previdência, aponta a LCA Consultores. O Presidente de Câmara, deputado Rodrigo Maia, avalia que o governo detém entre 150 e 200 votos favoráveis a esta reforma. Maia e o vice-líder do governo na Câmara Federal, deputado Beto Mansur (PRB-SP), avaliam que não há clima para a votação da Reforma da Previdência Social.

3. Apetite pelo Brasil

Estão marcados para quarta-feira (27) dois importantes leilões na B3 e que vão ajudar a entender como está o interesse do investidor estrangeiro no País, fato importante para a sustentação da bolsa, já que os “gringos” são a maior parte do volume no mercado. O primeiro destaque é a 14ª rodada de leilões da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

O outro leilão é o das usinas da Cemig, mas este caso está travado na Justiça ainda. Até o momento está tudo programado para ocorrer na quarta, mas a companhia entrou com um pedido para adiamento de 15 dias. As usinas envolvidas são Jaguara, São Simão, Miranda e Volta Grande. A previsão do governo é arrecadar R$ 11 bilhões e usar o dinheiro para atingir a meta fiscal deste ano.

4. Agenda de indicadores e falas do Fed
Nesta segunda-feira, o Tesouro Nacional divulga às 10h00 (horário de Brasília) o relatório mensal de dívida pública do mês de agosto. Já no exterior, o presidente do Federal Reserve de Nova York, William Dudley, fala em Syracuse às 9h30, enquanto o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, fala em Bruxelas às 10h00. 

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Durante a semana, na agenda econômica, destaque para o Resultado Primário do Governo Central, na quinta-feira (28), que deve registrar déficit ao redor de R$ 13,9 bilhões, confirmando o consenso de piora dos resultados fiscais no curto prazo. No dia seguinte, às 9h00 sai o resultado da Pnad Contínua, que deve apresentar uma melhora no mercado de trabalho, com aumento de População Ocupada. Ocorre também nesta semana a decisão da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), atualmente em 7%. Após as recentes sinanlizações do Banco Central, a expectativa do mercado é que o CMN reduza a taxa em 50 pontos-base, para 6,5%, a fim de manter algum subsídio na taxa.

Nos EUA, na quinta-feira às 9h30, será apresentada a última revisão para o PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano ao segundo trimestre e dados de atividade e de inflação na sexta-feira, também no mesmo horário. Outro ponto importante fica para outros seis discursos de membros do Federal Reserve, com destaque para a fala de Janet Yellen na terça-feira, às 13h00.

5. Noticiário corporativo

Segundo informações do Valor, a Cemig pediu ao STF adiamento do leilão de quatro hidrelétricas, enquanto a Petrobras abriu divulgação de oportunidades de 5 conjuntos de campos terrestres. Já uma das melhores ações da Bolsa este ano, a Localiza aprovou desdobramento de 3 ações para cada 1. A revista Veja informou que a Gerdau teria contratado Credit Suisse para vender ativos, enquanto o Estadão afirma que a Hypermarcas voltou a buscar sócio. No Paraná Banco, os ofertantes da OPA subiram o preço por ação para R$ 14,54. 

O radar de recomendações também é movimentado: a B3 foi rebaixada de outperform para market perform pelo Itaú BBA, enquanto o Banco do Brasil foi elevado de neutra para compra pelo UBS. O Bradesco BBI revisou o setor de construção civil e shopping centers, elevando as ações de Brasil Brokers de underperform para neutra e Direcional de neutro para outperform, ao passo que reduziu a recomendação de BR Malls de outperform para neutra, enquanto Cyrela e LPS Brasil de neutra para underperform.

Por fim, no InfoTrade de hoje, uma recomendação de compra para Taesa (TAEE11(confira clicando aqui). 

(Com Agência Brasil, Bloomberg e Agência Estado)