URGENTE Presidente do STJ concede prisão domiciliar a Fabrício Queiroz e esposa

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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta sexta-feira

Confira no que se atentar antes de operar na B3 nesta sessão 

  1. SÃO PAULO – O mercado brasileiro fica de olho nos desdobramentos da crise política após a divulgação dos áudios de Michel Temer com Joesley Batista. O mercado vê continuidade das incertezas, enquanto paralisação das reformas leva Eurasia a rebaixar trajetória do Brasil. Confira os destaques desta sexta-feira (19):

1. O dia depois do caos

Após a hecatombe nos mercados em meio à eclosão da crise política com a delação da JBS – com o Ibovespa desabando 8,8% ontem com mercado preocupado com a governabilidade após crise do áudio e o dólar disparando 7,5% – a sessão promete ser de alguma recuperação para a bolsa brasileira. O ETF brasileiro EWZ registra avanço de 4,64% no pré-market da bolsa de Nova York, enquanto o ADR da Petrobras tem avanço de 5,26%. O Itaú avança quase 4%. 

Na noite da última quinta-feira, foram divulgados os áudios  da conversa de Temer com Joesley Batista que, na avaliação do governo, foram inconsistentes sobre a acusação de que o presidente deu aval para a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Ontem, Temer negou que renunciaria e afirmou ao G1 que a montanha pariu um rato;” o que ele [Joesley] disse e que eu concordei é que ele estava se dando bem com Eduardo Cunha, por isso falei mantenha isso”. Não houve divulgação de transcrição oficial do diálogo liberado pelo STF e novos trechos ainda podem vir a público, diz a Folha de S. Paulo. 

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Segundo Coluna do Estadão, interlocutores de Temer acharam áudios inconsistentes; ordem é passar imagem de serenidade e Temer avalia pronunciamento nesta linha hoje.

2. Os efeitos da denúncia

As denúncias feitas pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, contra o presidente Michel Temer desencadearam a apresentação de oito pedidos de impeachment para afastar o peemedebista da presidência da República.

A delação premiada de Batista foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte, autorizou a abertura de inquérito para investigar Temer.

O PPS divulgou nota ontem em que informa ter deixado a base aliada do presidente Michel Temer. Em nota, o partido diz que, diante da delação premiada “de sócios da JBS envolvendo o presidente Michel Temer e da gravidade da denúncia”, decidiu deixar o governo federal. Outro partido, o recém-criado Podemos (antigo PTN) divulgou nota dizendo que deixa a base aliada de Temer. Com 13 deputados, o Podemos integrava o bloco parlamentar do PP e do PTdoB, também da base aliada.

Vale destacar ainda que, segundo o Estadão, a delação da JBS não implica apenas o presidente Michel Temer e o senador afastado Aécio Neves. Nesta sexta-feira, vão ser divulgadas delações que ” atingem mortalmente, pela ordem, os ex-presidentes Luis Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (PT), o ex-presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB) e o ex-chanceler e ex-presidenciável José Serra (PSDB)”.

3.  Ação do BC e agenda política

Em meio à turbulência do mercado, o BC fará leilões diários de 40.000 swaps de 19 a 23 de maio. Nesta sexta, leilão acontece das 10h30 às 10h40, resultado a partir das 10h50. O BC anunciou em comunicado leilões diários de 40.000 swaps até a próxima terça-feira, após dólar disparar alta de 7,5%, a R$ 3,3758 na véspera, mesmo com a atuação da instituição monetária, que realizou 4 leilões de swap cambial, que colocaram 80.000 contratos e somaram US$ 4 bilhões. As condições gerais serão objetivo de comunicado que precederá cada evento.

Na agenda política, Temer reúne-se com Raul Jungmann, min. de Estado da Defesa e Comandantes das Forças Armadas, 9h30, Meirelles tem despachos internos, enquanto o presidente do BC Ilan Goldfajn faz palestra em almoço promovido pelo Banco Santander, em São Paulo. (fechado à imprensa), depois tem reunião com membros da diretoria do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), no BC, em São Paulo. 

Já no exterior, John Williams, presidente do Federal Reserve de San Francisco, fala em San Francisco, às 14h40. 

4. Bolsas mundiais

As bolsas pelo mundo registram um dia de leves ganhos nesta sessão, com destaque para as empresas do setor automobilístico. O S&P futuro e ações europeias sobem em dia de alívio, embora os mercados sigam monitorando riscos gerados pela crise política nos EUA. 

Na Ásia,  os mercados acionários da China tiveram pouca variação nesta sexta-feira mas encerraram a semana em alta, com o índice de Xangai interrompendo sequência de cinco semanas consecutivas de quedas durante da tranquilização com declarações sobre regulamentações e com a injeção pelo banco central compensando as preocupações com o crescimento econômico. 

Já no mercado de commodities, o petróleo tem 3ª alta seguida com Opep podendo apoiar extensão de cortes; metais avançam em Londres. 

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Às 8h35, este era o desempenho dos principais índices:

*FTSE 100 (Reino Unido) +0,38%

*CAC-40 (França) +0,45%

*DAX (Alemanha) +0,18%

*Xangai (China)+0,03% (fechado)

*Hang Seng (Hong Kong) +0,15% (fechado)

*Nikkei (Japão) +0,19% (fechado)

*Petróleo WTI +1,16%, a US$ 49,92 o barril

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*Petróleo brent +1,16%, a US$ 53,12 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dailian +3,16%, a 489 iuanes

*Minério spot negociado em Qingdao, na China +1,77%, a US$ 62,69 a tonelada

5. Noticiário corporativo

Duas empresas são destaque do noticiário corporativo. A JBS informou que o acordo com Ministério Público prevê multa de R$ 225 milhões. A companhia pediu desculpas a todos os brasileiros. Já sobre a Petrobras, Pedro Parente diz estar disposto a concluir mandato na estatal. A companhia continuará trabalhando no plano de negócios em meio à incerteza política, disse Parente, de acordo com uma gravação de seus comentários disponibilizados à Bloomberg. “Parente disse que só sairá sob um cenário hipotético onde há uma mudança no governo e uma mudança na direção da política”.

(Com Reuters, Bloomberg, Agência Brasil e Agência Estado)