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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta quarta-feira

Macri no Brasil, incertezas com Brexit e desenho para reforma da Previdência estão no radar

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(Shutterstock)

SÃO PAULO – Mesmo em um pregão de realização de lucros, o Ibovespa conseguiu se manter acima de 94 mil pontos na véspera e o otimismo com a reforma da Previdência, que deve ter seu primeiro esboço até domingo, permanece.

A influência vinda das bolsas no exterior é mista, com os desdobramentos do Brexit após derrota de Theresa May, e a China oferecendo mais estímulos à sua economia em uma tentativa de segurar a desaceleração. O presidente da Argentina, Maurício Macri, se encontra com Jair Bolsonaro.

Veja no que ficar de olho nesta quarta-feira (16):

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1. Bolsas mundiais

Os índices das bolsas asiáticas encerraram em direções mistas com os investidores digerindo a maior injeção diária de dinheiro (US$ 82,73 bilhões) pelo banco central da China por meio de operações no mercado aberto, em mais uma política de estímulos à economia do país, e as novas incertezas após o Parlamento do Reino Unido rejeitar a proposta da primeira-ministra Theresa May para o Brexit. 

Ontem (14), 423 deputados reprovaram a medida e apenas 202 aprovaram a proposta. A decisão é considerada a pior derrota do governo nos últimos anos na história do Reino Unido. O Parlamento britânico deve se reunir hoje para debater a moção de censura ao governo apresentada pelo Partido Trabalhista. 

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As bolsas na Europa também operam sem direção definida em meio ao impasse sobre o Brexit. Os índices futuros em Wall Street operam perto da estabilidade digerindo as incertezas na União Europeia e os resultados trimestrais dos bancos. 

O petróleo opera perto da estabilidade dividido pela desaceleração econômica global e cortes na oferta da commodity na tentativa de segurar os preços. 

Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 7h57 (horário de Brasília):

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*S&P 500 Futuro (EUA) +0,21%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,21%

*Nasdaq Futuro (EUA) -0,02%

*DAX (Alemanha) -0,02%

*FTSE (Reino Unido) -0,38%

*CAC-40 (França) +0,22%

*FTSE MIB (Itália) +0,55%

*Hang Seng (Hong Kong) +0,27% (fechado)

*Xangai (China) 0% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,55% (fechado)

*Petróleo WTI -0,17%, a US$ 52,01 o barril

*Petróleo brent +0,07%, a US$ 60,69 o barril

*Bitcoin US$ 3.611 -0,52%
R$ 13.758 -2,43% (nas últimas 24 horas)

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +0,59%, a 512,00 iuanes (nas últimas 24 horas) 

2. Reforma da Previdência

A equipe econômica pretende fechar o esboço da reforma da Previdência até domingo (20) para apresentar ao presidente Jair Bolsonaro, segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Ele se reuniu com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e com técnicos da área econômica para alinhar alguns pontos e fazer a “sintonia fina” da proposta. Agora, segundo Onyx, “os técnicos precisam calcular”.

A ideia é fechar uma minuta antes da viagem de Bolsonaro e Guedes para o Fórum Econômico Mundial em Davos. Na volta, a expectativa é que Bolsonaro dê o sinal verde para a apresentação da proposta na Câmara dos Deputados. 

Sem dar detalhes, Onyx não comentou se os militares estarão na proposta de reforma da Previdência. Os policiais militares dos Estados querem a vinculação de suas regras com as das Forças Armadas. O ministro disse apenas que a ideia é propor um regime de capitalização, possivelmente com diferenças em relação a experiências internacionais nessa área.

3. Agenda econômica

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga às 9h (de Brasília) os dados do setor de serviços de novembro. A estimativa mediana do mercado, coletada pela Bloomberg, aponta alta de 1% na comparação anual. 

No exterior, o Federal Reserve publica o Livro Bege, relatório da economia dos Estados Unidos, às 17h. A divulgação dos números do varejo prevista para hoje foi adiada devido à paralisação do governo. 

Clique aqui para conferir a agenda completa de indicadores.

4. Noticiário político 

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, e sua comitiva, formada por cinco ministros, passam parte do dia de hoje em Brasília. Macri vai se encontrar, pela primeira vez, com o presidente Jair Bolsonaro. Em pauta, negociações para acordos bilaterais, além de medidas de flexibilização do Mercosul (bloco que reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, uma vez que a Venezuela está suspensa momentaneamente) e a crise na Venezuela.

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Acordos bilaterais deverão ser negociados nas áreas de comércio, combate ao crime organizado e corrupção, indústria de defesa, desenvolvimento espacial e energia nuclear. A discussão sobre o futuro do Mercosul deve incluir a alternativa da adoção de regras que permitam acordos bilaterais entre membros do grupo, outros blocos e países, sem obrigatoriamente passar pela chancela do Mercosul.

Enquanto isso, novas polêmicas envolvem Bolsonaro. Três dias antes de renunciar ao mandato de deputado federal para assumir a Presidência, ele recebeu da Câmara R$ 33,7 mil a título de auxílio-mudança, um salário extra que o Congresso destina todo início e fim de legislatura a parlamentares. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

O benefício foi pago em 28 de dezembro na conta do então presidente eleito. Somado ao seu salário de deputado daquele mês e acrescido à metade do 13º, Bolsonaro recebeu R$ 84,3 mil brutos no mês passado. A Folha enviou à Presidência um questionamento sobre as razões do recebimento do auxílio, se Bolsonaro considera adequado o benefício e se ele teve algum tipo de gasto relativo a mudança nos últimos tempos, com discriminação de valores e empresas contratadas. Não houve resposta até a conclusão da edição do jornal desta quarta-feira.

5. Noticiário corporativo

>> Carne Fraca: A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), atendeu ao pedido da Procuradoria-Geral da República e decidiu abrir 19 inquéritos a partir das informações coletadas na delação premiada de Daniel Gonçalves Filho, primeiro delator da Operação Carne Fraca. Os inquéritos estão sob sigilo e tramitam no Supremo porque envolvem autoridades com foro privilegiado.

A operação cercou os maiores frigoríficos do País e um esquema de corrupção e indicações políticas no Ministério da Agricultura, em especial no Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal. Além de gente da JBS, estão na mira pessoas da gigante BRF.

>> A MRV, maior construtora residencial do País e principal operadora do Minha Casa Minha Vida, elevou em 33,5% os lançamentos de imóveis no quarto trimestre ante igual período de 2017, para R$ 2,23 bilhões. As vendas contratadas ficaram praticamente estáveis em R$ 1,73 bilhão. 

>> A Vale assinou um contrato com a desenvolvedora de projetos de energia Casa dos Ventos para a compra por longo prazo da produção do parque eólico Folha Larga Sul, na Bahia. O negócio inclui opção de aquisição da usina pela Vale no futuro.

>>  A Petrobras registrou produção média de petróleo de 2,03 milhões de barris por dia (bpd) no Brasil em 2018, um resultado pouco abaixo da meta da companhia para o ano, de 2,1 milhões de bpd. De acordo com a estatal, a produção em 2018 está em conformidade com a meta estabelecida para o ano no Plano de Negócios e Gestão da companhia, que projeta o volume de 2,8 milhões de boed em 2019.

Um dia depois de ser indicado para o conselho de administração da Petrobras pelo governo de Jair Bolsonaro, o geólogo John Forman desistiu do cargo. Ao site especializado epbr, ele disse ter sido perseguido pela imprensa, que teria a intenção de atingir o governo. Por isso preferiu abrir mão de fazer parte do colegiado da estatal.

Ao noticiar a indicação do geólogo, veículos de imprensa destacaram que Forman foi condenado em processo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que tratou do uso de informação privilegiada sobre negócios da petroleira HRT, da qual foi conselheiro. Ele recorreu da decisão.

>> Siderúrgicas: A União Europeia decide hoje se colocará restrições para a importação de aço.

>> A Eletrobras homologou pedido da Cemig para exercer direito de preferência na aquisição de participação societária na Companhia de Transmissão Centroeste de Minas Gerais, segundo comunicado da estatal mineira.

>> As vendas líquidas da Tenda do quarto trimestre de 2018 caíram 6,2% com relação ao trimestre anterior, reflexo da postergação de alguns lançamentos para a última semana do ano, visando garantir o enquadramento de unidades na nova regulamentação do MCMV.

>> O Itaú BBA manteve recomendação outperform e introduziu um novo preço-alvo de R$ 35 para 2019 para as ações da Localiza, o que implica um potencial de valorização de 22% em relação ao fechamento da véspera.

(Com Agência Estado e Agência Brasil)