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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta quarta-feira

Declarações de Trump continuam animando os mercados, enquanto os investidores aguardam com ansiedade a alta hospitalar de Bolsonaro para dar andamento à reforma da Previdência

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SÃO PAULO – O otimismo segue imperando as bolsas internacionais após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizar que pretende apoiar o acordo provisório para evitar nova paralisação do governo e que poderá adiar o prazo final para uma resolução comercial com a China.

O mercado doméstico ainda aguarda com ansiedade a alta hospitalar do presidente Jair Bolsonaro, uma vez que seu retorno ao trabalho significa uma aceleração no cronograma da reforma da Previdência. Destaque ainda para o vencimento de opções sobre Ibovespa. 

Veja no que ficar de olho nesta quarta-feira (13):

1. Bolsas mundiais

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Os índices futuros dos Estados Unidos apontam para uma abertura em alta seguindo ainda a esteira de otimismo iniciada ontem com a sinalização de Donald Trump de que pretende apoiar o acordo fechado entre parlamentares democratas e republicanos – e que precisa do seu aval – sobre o orçamento dos EUA.

A medida evita, por enquanto, uma nova paralisação do governo que poderia acontecer no fim desta semana. O acordo provisório inclui R$ 1,375 bilhão para a construção de barreiras verticais de aço e não um muro sólido – defendido por Trump.

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Permanece ainda a expectativa otimista sobre uma resolução para a guerra tarifária entre China e EUA, com Trump afirmando que considera adiar o prazo de 1º de março para fechar um acordo comercial com o país. O presidente norte-americano disse que a China “quer muito fazer um acordo” e que ele tem “uma grande equipe” no país tentando chegar a uma resolução.

As bolsas europeias também operam em alta seguindo o otimismo gerado pelas notícias relacionadas ao governo norte-americano. Os mesmos fatores levaram as bolsas asiáticas a encerrar com valorização.

No mercado de commodities, os preços do petróleo sobem com a promessa da Arábia Saudita de ampliar os cortes em sua produção e as tensões com possíveis sanções dos Estados Unidos à Venezuela. Do outro lado, a Agência Internacional de Energia disse que o mercado pode se ajustar a essas sanções e não passar por um rali de alta.

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Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 7h58 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,12%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,17%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,29%

*DAX (Alemanha) +0,48%

*FTSE (Reino Unido) +0,41%

*CAC-40 (França) +0,20%

*FTSE MIB (Itália) +0,64%

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*Hang Seng (Hong Kong) +1,16% (fechado)

*Xangai (China) +1,84% (fechado)

*Nikkei (Japão) +1,34% (fechado)

*Petróleo WTI +1,22%, a US$ 53,75 o barril

*Petróleo brent +1,41%, a US$ 63,30 o barril

*Bitcoin US$ 3.581 +0,47%
R$ 13.588 -0,82% (nas últimas 24 horas)

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -3,26%, a 624,00 iuanes (nas últimas 24 horas) 

2. Reforma da Previdência

O texto-base da proposta de reforma da Previdência Social já está nas mãos do ministro da Economia, Paulo Guedes, e poderá ser entregue para avaliação do presidente Jair Bolsonaro ainda nesta semana, segundo o jornal Valor Econômico. “Duas ou três versões” como já dito por Guedes, devem ser apresentadas para que Bolsonaro decida sobre pontos cruciais do texto como a idade mínima e se haverá diferenciação entre homens e mulheres.

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O documento será entregue a Bolsonaro quando ele sair do hospital. O médico cirurgião Antônio Luiz Macedo disse que a equipe médica ainda não tomou a decisão de quando será a alta do presidente em razão dos medicamentos e exames que estão sendo realizados. No entanto, ele disse que o presidente está muito bem de saúde e que a previsão é que Bolsonaro saia do hospital ainda esta semana.

Enquanto isso, o governo articula o apoio à reforma e discute com parlamentares a possibilidade de nomear mais de mil cargos de segundo escalão nos estados como forma de ajudar o Executivo a garantir votos para aprovar o texto, conforme afirmou o secretário Especial para a Câmara dos Deputados, Carlos Manato, à Reuters.

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Além disso, o deputado federal Eduardo Cury (PSDB) foi sondado por representantes do governo para ser o relator da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara que deve discutir o projeto, informa o jornal Valor Econômico. Ainda não há definição, mas a decisão deve ser tomada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), em conjunto com o governo. Maia é amigo do secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho (PSDB), do qual Cury é próximo.

3. Agenda econômica 

A agenda do mercado doméstico tem a divulgação das vendas no varejo às 9h (de Brasília). A estimativa mediana do mercado, segundo a Bloomberg, é de queda de 0,1% em dezembro ante novembro e alta de 3,5% na comparação anual.

Nos Estados Unidos, serão conhecidos os dados de inflação relativos ao mês de janeiro às 11h30 (de Brasília). A estimativa mediana do mercado, segundo a Bloomberg, é de alta de 0,1%. Será publicado também o balanço fiscal federal do mês de dezembro e os estoques semanais de petróleo, às 13h30. 

À noite, destaque para os dados do comércio externo da China, que podem confirmar impacto negativo da guerra comercial com os EUA sobre as exportações e importações do país. 

Clique aqui para conferir a agenda completa de indicadores.

4. Noticiário político 

O clima de tensão paira nos bastidores do PSL diante de denúncias. Reportagem da Folha de S. Paulo informa que o coordenador de campanha de Jair Bolsonaro e hoje ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno liberou R$ 250 mil de verba pública para a campanha de uma ex-assessora, que repassou parte do dinheiro para uma gráfica registrada em endereço de fachada —sem maquinário para impressões em massa.

Na época, Bebianno era o presidente nacional do PSL, responsável formal por autorizar repasses dos fundos partidário e eleitoral a candidatos da legenda.

Antes disso, o Bolsonaro já havia responsabilizado Bebianno pela escalada da crise no governo com a revelação de candidaturas laranjas bancadas pelo partido. Com a nova denúncia, a temperatura deve subir no governo. 

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), trabalham para que o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) seja líder do governo Casa – algo que, segundo diversas fontes ouvidas pelo Valor Econômico, está muito próximo de acontecer.

Segundo o jornal, MDB também será contemplado com a presidência das comissões de Constituição e Justiça, Mista de Orçamento e de Educação. A formalização do comando das comissões temáticas do Senado deve acontecer hoje e Alcolumbre trabalha para atenuar o clima de tensão causado por sua turbulenta eleição.

5. Noticiário corporativo

>> O Ministério Público de Minas Gerais teve acesso a documentos da mineradora Vale que revelam que a barragem em Brumadinho (MG) estava classificada internamente em “zona de atenção”. Além dela, outras nove estruturas estavam na mesma situação no ano passado. O ministério cobra a elaboração imediata de um plano de emergência pela mineradora.

Ainda sobre a mineradora, um documento interno da Vale estimou em outubro de 2018 quanto custaria, quantas pessoas morreriam e quais as possíveis causas de um eventual colapso da barragem de Brumadinho (MG), informa a Folha de S. Paulo.

A Vale também enfrentará uma disputa no Cade, conforme informa o Valor Econômico. Empresas que atuam no setor de mineração e exportações de minério de ferro entraram no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra a aquisição do controle da Ferrous Resources Limited pela mineradora.

A CSN alegou que se a operação for aprovada ela poderá provocar efeitos anticoncorrenciais que atingiriam outras mineradoras. A Porto Sudeste também alegou que o negócio, se concretizado, poderá causar danos à competição no setor de terminais portuários para minério de ferro.

>> A BRF anunciou campanha de recolhimento de  aproximadamente 164,7 toneladas de carne de frango in natura destinadas ao mercado doméstico e a retirada preventiva de aproximadamente 299,6 toneladas destinadas ao mercado internacional, segundo comunicado ao mercado, totalizando 464,3 toneladas. O recolhimento do produto ocorre “em decorrência de possível presença de bactéria Salmonella enteritidis”.

>> A Biosev informou que sua perda na safra de 2018/19 até dezembro aumentou 8,4%, para R$ 892,6 milhões, na comparação com o mesmo período do ciclo anterior. A empresa teve perda de R$ 230 milhões, ou 17%, no terceiro trimestre do ano-safra encerrado em dezembro na comparação anual devido, principalmente, à desvalorização da moeda brasileira.

>> A Rumo teve um lucro líquido de R$ 137 milhões no quarto trimestre de 2018, revertendo prejuízo de R$ 57 milhões em igual período de 2017. Esta foi a primeira vez desde 2015 que a Rumo apresentou lucro líquido, totalizando R$ 273 milhões, ante prejuízo de R$ 258 milhões em 2017. A companhia de concessões ferroviária e de terminais portuários atribuiu o resultado à consolidação da virada operacional e financeira após a fusão com a ALL em 2015.

>> A BR Distribuidora informou que o modelo para lojas conveniência e parceiro ainda não foram definidos ao responder ao questionamento da CVM sobre notícias de que havia atraído o interesse do GPA, Americanas e BMI por parceria. A companhia ainda teve a recomendação elevada pelo Credit Suisse para outperform (estimativa de desempenho acima da média do mercado).

>> O Grupo GWI está em contato com Cerberus e Starboard por um resgate financeiro para a Gafisa, destacou o Valor Econômico citando fontes não identificadas com conhecimento do assunto. A Cerberus avalia ativos e participação acionária na Gafisa, diz o jornal citando uma fonte. As conversas são preliminares.

O GWI também procurou Starboard, que representa o fundo Apollo no Brasil. A Gafisa e Starboard não fizeram comentários, enquanto a Cerberus disse ao jornal que não comenta processos específicos, mas que avalia, ativamente, investimentos no mercado imobiliário brasileiro.

>> Em destaque no noticiário de saneamento, o Valor Econômico informa que o governo pretende enviar um projeto substitutivo à Medida Provisória nº 868, que instituiu o novo marco regulatório para o setor de saneamento básico. Com a concordância da equipe de transição do governo Bolsonaro, o texto foi reeditado na última semana da gestão Michel Temer, mas agora a avaliação é que a proposta necessita de alguns ajustes.

>> A WEG comunicou a aquisição do negócio de Sistemas de Armazenamento de Energia por Baterias da Northern Power Systems (NPS), empresa que projeta, desenvolve e fabrica sistemas de armazenamento de energia, em Barre, Vermont, EUA.

Pelo acordo, a WEG se tornará a única proprietária dos ativos, carteira de patentes, know-how e materiais afins, incluindo todos os desenhos, projetos, especificações e software utilizados nos projetos e manutenção dos sistemas de armazenamento de energia por baterias da NPS. A WEG também irá manter a equipe comercial e de engenharia que realiza pesquisas e desenvolvimento deste negócio.

(Com Agência Brasil e Agência Estado)