Cunha da negação

#Negação: 7 notícias sobre Cunha que o deputado rebateu na semana (6 delas via Twitter)

Presidente da Câmara rebateu que esteja se mobilizando pelo impeachment da presidente, que tenha se encontrado com Aécio e que tenha contas no exterior, entre outros

SÃO PAULO – Se a semana foi agitada na política, um dos grandes destaques novamente foram as falas do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Aliás, o que mais ganhou destaque foi a quantidade de negações que ele deu, seja pelo Twitter ou em notas oficiais, sobre os mais diversos assuntos: desde que ele estava se mobilizando pelo impeachment da presidente, até que ele teria contas no exterior (esta a mais negada durante a a semana). 

Confira as principais negações de Cunha durante a semana:

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1 – Cunha nega que tenha feito fala sobre Dilma 
No final de semana, ganhou destaque uma informação da coluna Expresso, da revista Época. Cunha teria dito a amigos a seguinte frase: “não caio antes dela”, em referência à presidente Dilma Rousseff. Negando a informação, confira o que ele disse pelo Twitter: 

CunhaEpoca


2 – Negação que planejava adiar votação das paustas-bombas no Congresso
Cunha negou, pelo Twitter, que estivesse articulando novamente para esvaziar a sessão evitar a sessão de vetos a pauta-bomba. De acordo com a Folha, ele estava insatisfeito com o presidente do Senado, Renan Calheiros. Sobre isso, ele se pronunciou, no domingo: 

CunhaFolhaI

3 – Negando manobra para o impeachment
Também no domingo, ganhou destaque a matéria da Folha de S. Paulo, que afirmou que o governo teme a manobra tão falada elaborada entre Cunha e a oposição para deflagrar o pedido de impeachment da presidente Dilma.  Horas depois de concluir a reforma ministerial, Dilma mandou os seus auxiliares se prepararem para reagir caso o presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) se movimente para deflagrar o processo. Sobre isso, Cunha respondeu, também pela rede social. 

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  CunhaFolhaII

 

4 – Negação de que tenha sido indicado para a diretoria da Petrobras
Também pelo Twitter, o presidente da Câmara dos Deputados rebateu na segunda-feira (5) o trecho do livro de Fernando Henrique Cardoso, “Diários da Presidência”, que afirma que o tucano teria recusado o nome de Cunha para a diretoria da Petrobras, em 1996. A sugestão teria sido dada por Francisco Dornelles, então do PPB. Confira o que Cunha respondeu:

CunhaFHC

5 – Negação que tenha atuado para dissolver o bloco do PMDB
Na quarta de manhã, logo depois da primeira derrota da presidente Dilma para votar os vetos no Congresso, muito se falou que isto ocorreu pois quatro partidos que formavam o maior bloco da Casa (PP, PTB, PHS e PSC)  e, em parte, PSD, juntamente com o terço da bancada do PMDB na Câmara, avisaram que continuariam na oposição ao governo Dilma, isolando o bloco do PMDB.  

Segundo diversas publicações, a ação para encerrar a aliança tem sido operada nos bastidores por Eduardo Cunha, como forma de “estancar” a ascensão política de Leonardo Picciani ocorrida após a ampliação da presença do PMDB no ministério. Sobre isso, Cunha falou no Twitter: 

Cunhabloco

Sobre o mesmo assunto, ele ainda falou, “não tenho nada com isso, sou o presidente, não o dono da Câmara”. 

6 – Cunha negou que esteve com Aécio
A Folha também informou que Cunha e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) teriam se reunido nesta semana e que o tucano teria sugerido ao deputado que deixasse o comando da Câmara para reunir apoio para manter seu mandato parlamentar. Sobre isso, ele falou: 

CunhaAecio

 7 – E a maior negação – a de ter contas na Suíça
Por mais de uma vez nesta semana, Cunha reiterou desconhecer as supostas movimentações financeiras no exterior atribuídas a ele. Em nota enviada nesta sexta-feira para a imprensa, ele ainda refutou 
 “a tentativa contínua de transformar o presidente da Câmara no principal foco de investigação” e fala em “divulgação seletiva de notícias”.

Ontem (8), o líder do PSOL na Casa, deputado Chico Alencar (RJ), disse que recebeu da Procuradoria-Geral da República a confirmação de que Cunha tem contas na Suíça.

“O presidente [da Câmara, Eduardo Cunha] desconhece o teor dos fatos veiculados e não tecerá comentários sem ter acesso ao conteúdo real do que vem sendo divulgado. Assim que tiver ciência, por meio de seus advogados, o presidente se manifestará”, diz a nota.

De acordo com o texto, o presidente da Casa continua “absolutamente tranquilo” realizando seu trabalho “com a mesma lisura e independência” e “confiando plenamente na isenção e imparcialidade do Supremo Tribunal Federal”.