De Moro a Disk-Impeachmen

“Não sou ‘Pedidora-Geral-de-Impeachment da União'”: 6 trechos imperdíveis de entrevista com Janaina Paschoal

A advogada Janaina Paschoal, que assinou o pedido de afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff, ficou conhecida por declarações polêmicas e cenas inusitadas

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SÃO PAULO – A jurista Janaina Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, deu uma entrevista exclusiva ao portal iG em comentou como foi sua participação no afastamento da ex-presidente, seu temperamento ao longo do processo, o que pensa sobre uma eventual saída de Temer e outros temas. Veja abaixo os seis principais trechos da conversa: 

1. “Pedidora-de-Impeachment-Geral da União”
Após assinar o documento que deu início ao processo que resultou na queda de Dilma, Janaina diz que não se vê obrigada a pedir o afastamento de Michel Temer do Palácio do Planalto por causa de “só uma pedalada ou só um decreto”. “Não sou ‘Pedidora-de-Impeachment-Geral da União”, afirmou.

2. “Disk-impeachment”
A jurista revelou que o telefone escritório de advocacia que tem com duas irmãs tem sido alvo de pessoas interessadas em contratar seu serviço para a elaboração de um pedido de impeachment de Temer. 
“Eu digo que não vislumbro elementos para isso, mas, se a pessoa os vê, eu digo que ela pode copiar o meu pedido, ir lá e protocolar. Eu não me sinto na obrigação de fazer nada”, afirma.

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3. Temperamento explosivo, eu?
Questionada sobre o temperamento que demonstrou ao longo do processo de afastamento de Dilma, quando foi gravada esbravejando discursos inflamados, chorando e tendo discussões inflamadas com parlamentares, Janaina negou que seja explosiva. “Você acha de verdade que eu sou explosiva? Eu acho que sou uma pessoa extremamente contida. Sou tudo, menos explosiva”, disse.

4. Teoria da Conspiração
Janaina cogitou que o ataque hacker ao portal Uol e à Folha de S.Paulo na última sexta-feira (6) que redirecionava os internautas para um site pornográfico foi, na verdade, uma ação de marketing.

5. “Ajuda” a Moro
A advogada revela que o trabalho do juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, foi uma de suas inspirações para dar início ao processo de afastamento de Dilma. “Eu precisava ajudar esse cara”, disse, explicando que a oposição ao governo Dilma não dava sinais de que pretendia fazer algo e que ele, por ter sido “sempre muito estudiosa”, tinha os instrumentos para agir.

6. Propostas
A advogada afirma que sua participação no impeachment de Dilma atrapalhou sua carreira profissional, mas tem cautela ao considerar aceitar um cargo público. “Depende do cargo, depende do convite e da liberdade que eu teria”, afirma, revelando que já recusou convites para se filiar a partidos, assinar um blog e até comandar um programa de rádio.