MP do ajuste

MP 665: Senador pede desculpas por “traições” do DEM; deputado diz que País iria quebrar

Ronaldo Caiado, que é contra a fusão do partido com o PTB, atribui a votação de uma parte da bancada a esse movimento; Rodrigo Maia justificou voto a favor

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SÃO PAULO – Nas redes sociais, o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), pediu desculpas pelas “traições” de oito deputados de seu partido ao votarem a favor da Medida Provisória 665, que endurece leis trabalhistas.

Caiado, que é contra a fusão do partido com o PTB, atribui a votação de uma parte da bancada a esse movimento: “desde o primeiro momento, alertei que os que defendiam a fusão queriam jogar o Democratas no colo do governo. A votação do arrocho fiscal de ontem comprovou essa tese. Foi deprimente ver o partido agir assim. Cabe a nós pedirmos desculpas por essa traição ao sentimento da população brasileira”.

E completou: “foi algo que nos machucou profundamente, mas nem por isso tira o nosso ânimo e determinação. A sociedade precisa entender que os que ficarem no partido continuarão na oposição”.

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Por fim, Caiado ainda afirmou que “se os parlamentares que se comprometeram com a oposição tivessem votado contra a MP do PT, teríamos encurtado esse governo e definido um novo rumo para o País. A votação de ontem é o sinal claro do fim do ciclo do PT. Panelaços, faixas e PTrodólares voando pelo plenário”.

Entre os deputados do DEM, Carlos Melles (MG), Claudio Cajado (BA), Elmar Nascimento (BA), José Carlos Aleluia (BA), Marcelo Aguiar (SP), Misael Varella (MG), Paulo Azi (BA) e Rodrigo Maia (RJ) votaram a favor da MP 665.

Em entrevista para a Folha de S. Paulo, o ex-presidente do DEM e crítico do governo Dilma Rodrigo Maia, que votou a favor, destacou que o Brasil “iria quebrar” caso a medida fosse rejeitada pela Câmara. Ele ainda destacou que quis dar um voto de confiança ao ministro da Fazenda Joaquim Levy e ao vice-presidente Michel Temer que, segundo ele, são quem de fato comandam a nação atualmente.

“Se a MP fosse rejeitada o Brasil iria quebrar hoje. Não é uma questão de governo e oposição. Não é uma questão de governo e oposição. A gente vive no Brasil, e as contas públicas estão sob descontrole. Se não fizer nada, daqui a pouco vamos chegar à situação da Espanha, de Portugal”, afirmou.