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Moro: “Lula foi preso porque cometeu um crime e não por conta das eleições”

"O que existe um crime que foi descoberto, investigado e provado, e as cortes apenas cumpriram a lei", afirmou

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SÃO PAULO – O juiz federal Sérgio Moro, que será o ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, concedeu nesta terça-feira (6) sua primeira entrevista coletiva após o aceitar o cargo e entre outras coisas, falou sobre como conheceu o presidente eleito e também sobre as acusações de que teria agido de forma parcial na condenação do ex-presidente Lula.

Segundo ele, a primeira vez que viu Bolsonaro foi em um aeroporto, em 2017, em um caso que viralizou na internet porque ele teria ignorado o deputado. Moro explicou que não tinha a intenção de ser mau educado, mas que não tinha identificado o deputado federal e depois até ligou para ele para pedir escusas.

Além disso, o magistrado revelou que foi procurado por Paulo Guedes, futuro ministro da Economia, pela primeira vez no dia 23 de outubro, ou seja, pouco antes do primeiro turno.

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Por conta disso, ele afirmou que preferiu esperar a eleição ser definida antes de conversar melhor sobre o cargo que foi oferecido, o que só foi o ocorrer dia 1 de novembro, primeira vez que ele conversou com Bolsonaro.

Após explicar esta cronologia, Moro rebateu as críticas que recebeu sobre ter aceitado ser ministro da Justiça e de que isso mostraria que suas decisões na Lava Jato, principalmente a prisão de Lula, teria motivação política.

O futuro ministro afirmou que a condenação do ex-presidente à prisão não teve nenhuma relação com a eleição. “O que existe um crime que foi descoberto, investigado e provado, e as cortes apenas cumpriram a lei”, afirmou.

“Não posso pautar minha vida num álibi falso de perseguição política […] O ex-presidente foi condenado e preso porque cometeu um crime e não por conta das eleições”, completou o juiz.

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