Operação Lava Jato

Moro deve condenar Lula a até 22 anos de prisão nos próximos dias, diz IstoÉ

"No cronograma de Sérgio Moro só uma etapa o separa do anúncio da condenação de Lula: a definição da pena a ser aplicada ao ex-ministro Antonio Palocci, hoje preso", afirma a publicação

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SÃO PAULO – A revista Istoé afirmou na edição deste final de semana que o juiz Sérgio Moro, que comanda a Operação Lava Jato na primeira instância, deve condenar nos próximos dias o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à prisão no caso do tríplex do Guarujá.

Integrantes da Operação Lava Jato consultados pelo jornal afirmam que o petista será condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e deve pegar até 22 anos de cadeia – 10 anos por lavagem de dinheiro e 12 por corrupção passiva. “No cronograma de Sérgio Moro só uma etapa o separa do anúncio da condenação de Lula: a definição da pena a ser aplicada ao ex-ministro Antonio Palocci, hoje preso”, afirma a publicação. Não há prazo estabelecido para a decisão final. 

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O Ministério Público Federal de Curitiba (MPF), responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, pediu no início do mês a Moro a condenação do ex-presidente e de outros seis réus pelos crimes de corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro. O MPF quer que todos cumpram as respectivas penas em regime fechado e que Moro determine a apreensão de R$ 87.624.971,26, correspondente ao valor das propinas que teriam sido pagas nos contratos da OAS com a Petrobras.

O prazo para as alegações finais da defesa do petista acabou no último dia 20.  Segundo a defesa, apesar de o apartamento 164 A do edifício Solaris estar em nome da OAS Empreendimentos S/A, em 2010, todos os direitos econômicos e financeiros sobre o imóvel foram passados para um fundo gerido pela Caixa Econômica Federal. “A acusação do Ministério Público Federal diz que, no dia 8 de outubro de 2009, o ex-presidente teria recebido a propriedade desse triplex. A denúncia diz ainda que os recursos para a compra e reforma do imóvel são provenientes de três contratos firmados entre Petrobras e OAS. Mas com a OAS transferindo o imóvel para a Caixa Econômica Federal, nem Leó Pinheiro [ex-presidente da construtora] nem a OAS tinham a disponibilidade deste imóvel para dar ou para prometer para quem quer que seja sem que fosse feito o pagamento para a Caixa Econômica Federal”, disse um dos advogados, Cristiano Zanin.  

(Com Agência Brasil)