Lava Jato

Moro autoriza inquérito para investigar relação entre sítio de Atibaia e OAS

Lava Jato investiga sítio que era frequentado pelo ex-presidente Lula; PF apura se as obras realizadas no local foram pagas por companhias alvos da Operação

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SÃO PAULO – O juiz Sérgio Moro autorizou a Polícia Federal a abrir um inquérito exclusivo para a investigação do sítio de Atibaia, frequentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua família. A decisão atende a pedido da Polícia Federal como parte de inquérito que investiga supostos crimes praticados por executivos da empreiteira OAS.

Os agentes pediram uma investigação exclusiva uma vez que as provas que envolvem outras companhias e pessoas físicas passaram a ser analisadas.

O documento com a autorização da abertura do inquérito é sigiloso e foi assinado pelo juiz no último dia 4, mas entrou no sistema da Justiça Federal do Paraná apenas nesta terça-feira (9). O novo inquérito também deve tramitar sob sigilo.

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O juiz afirmou no despacho que “trata-se de inquérito policial inicialmente instaurado com a finalidade de investigar, dentre outros, crimes de peculato e de lavagem de dinheiro praticados por dirigentes da empresa OAS S.A”.

Além das obras que supostamente teriam sido realizadas por empreiteiras do cartel acusado de fatiar contratos da Petrobrás mediante o pagamento de propinas, a força-tarefa da Lava Jato investiga quem são os donos do sítio e quais as relações do advogado Roberto Teixeira, compadre do ex-presidente Lula, com a compra e a reforma do Sítio Santa Bárbara, informa o jornal O Estado de S. Paulo. 

A propriedade está em nome de Fernando Bittar e do empresário Jonas Suassuna – sócio de um dos filhos de Lula. O negócio foi formalizado no dia 29 de outubro de 2010, dois dias antes de Dilma Rousseff ser eleita presidente pela primeira vez. A família de Lula usa o sítio com frequência, que foi totalmente reformado em 2011, após sua compra.

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