Moraes manda assassino de Marielle para presídio em SP e derruba sigilo de delação

Ronnie Lessa é assassino confesso da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista dela, Anderson Gomes, ambos mortos em 2018. Em delação premiada, o ex-policial militar admitiu ter cometido o crime

Fábio Matos

Ronnie Lessa, ex-policial militar e réu confesso pelo assassinato de Marielle Franco (Foto: Reprodução/TV Globo)

Publicidade

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência do ex-policial militar Ronnie Lessa para o complexo penitenciário de Tremembé, no interior de São Paulo. O magistrado atendeu a um pedido apresentado pelo ex-PM. As informações são do blog da jornalista Julia Duailib, no G1.

Lessa é assassino confesso da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista dela, Anderson Gomes, ambos mortos em 2018. Em delação premiada, o ex-policial admitiu ter cometido o crime.

Baixe uma lista de 11 ações de Small Caps que, na opinião dos especialistas, possuem potencial de crescimento para os próximos meses e anos

Continua depois da publicidade

O assassino foi preso em março de 2019. Atualmente, ele está detido na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS).

“[Determino] A transferência do colaborador Ronnie ao Complexo Penitenciário de Tremembé/SP, observadas as regras de segurança do estabelecimento prisional, mediante monitoramento das comunicações verbais ou escritas do preso com qualquer pessoa estranha à unidade penitenciária, inclusive com monitoramento de visitas, enquanto não encerrada a instrução processual em curso”, diz o despacho de Moraes.

De acordo com o ministro do STF, os benefícios previstos na delação premiada estão condicionados à veracidade das informações prestadas por Lessa, “uma vez que trata-se de meio de obtenção de prova, a serem analisadas durante a instrução processual penal”.

Continua depois da publicidade

Moraes decidiu, ainda, retirar o sigilo dos documentos referentes a uma parte da delação de Ronnie Lessa, incluindo vídeos de seu depoimento.

Em sua delação, Ronnie Lessa disse que cometeu o crime a mando de Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ); Chiquinho Brazão, deputado federal (sem partido-RJ); e do ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Rivaldo Barbosa. Os irmãos Brazão e o ex-delegado também estão presos.

Fábio Matos

Jornalista formado pela Cásper Líbero, é pós-graduado em marketing político e propaganda eleitoral pela USP. Trabalhou no site da ESPN, pelo qual foi à China para cobrir a Olimpíada de Pequim, em 2008. Teve passagens por Metrópoles, O Antagonista, iG e Terra, cobrindo política e economia. Como assessor de imprensa, atuou na Câmara dos Deputados e no Ministério da Cultura. É autor dos livros “Dias: a Vida do Maior Jogador do São Paulo nos Anos 1960” e “20 Jogos Eternos do São Paulo”