Reformas

Meirelles nega “plano B” para Previdência e diz que reformas seguem mesmo sem Temer

"Isso já é uma agenda para o País... O fato de que o País está crescendo de novo mostra isso", afirmou o ministro da Fazenda

SÃO PAULO – O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, participou do Fórum Exame de Previdência, onde falou bastante sobre a situação econômica atual e as expectativas sobre a reforma. Segundo ele, este é o momento certo para alterar a Previdência.

“O Brasil precisa da reforma para, primeiro, garantir que todos recebam aposentadoria no futuro”, disse na entrevista para a revista. De acordo com o ministro, a reforma precisa ser aprovada o quanto antes, pois, “no curto prazo, vai aumentar a confiança na retomada da economia”.

Na conversa Meirelles ainda negou que o governo estude um “plano B” para a reforma da Previdência. Ele disse que foi “surpreendido” pela informação divulgada em jornais de que outras alternativas são costuradas pelo governo caso a crise política inviabilize a votação da reforma da Previdência no Congresso. “Não é real”, resumiu.

Ele afirmou também que um eventual atraso na votação não fará diferença para os cofres públicos, mas sim para as expectativas da economia. “Se olhar do ponto de vista fiscal e efeitos na economia não será 1, 2, 3 4 5 meses que fará uma diferença extravagante. (…) Essa diferença é importante do ponto de vista de formação da expectativa da economia e de possibilidade de o Brasil crescer”, disse Meirelles.

Mais cedo, segundo informações da Dow Jones, Meirelles disse que espera que o presidente Michel Temer permaneça no cargo até as eleições presidenciais de 2018, mas assegurou que a agenda econômica do peemedebista continuará mesmo que ele seja forçado a sair.

“Isso já é uma agenda para o País… O fato de que o País está crescendo de novo mostra isso”, afirmou. Ele disse que espera que o PIB (Produto Interno Bruto) tenha crescido 0,7% no primeiro trimestre e que a economia vai avançar cerca de 3% em termos anuais até 2018.

A economia do País recuou em 2015 e em 2016, afundando o País na pior recessão que se tem registro. O PIB brasileiro será divulgado na quinta-feira, e Meirelles estima que venha em linha com a expectativa do mercado.

(Com Agência Brasil)