Dia difícil...

Luz no fim do túnel? 13 frases que resumem o dia de derrotas para Dilma no governo

Se Dilma viu uma luz no túnel nesta manhã, em entrevista a uma rádio da Bahia, o dia termina com possível nova derrota para a presidente, desta vez no TCU, e com a deflagração da falta de base do governo

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SÃO PAULO – Hoje, o governo acordou com a expectativa de que os vetos da presidente Dilma Rousseff seriam votados, após o “susto” na sessão passada. Dilma Rousseff, inclusive, chegou a dizer que estava vendo uma luz no fim do túnel sobre o assunto, enquanto os “novos ministros” tentaram mostrar tranquilidade após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) autorizar a abertura de contas da campanha de Dilma à reeleição, uma outra derrota da terça-feira. 

Contudo, uma nova manobra, muito atribuída ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, adiou mais uma vez a votação dos vetos hoje.

No mesmo dia, o líder do governo no Senado afirmou que, aparentemente, a reforma ministerial não deu nenhum resultado, uma vez que boa parte da base governista está “raivosa” com o Planalto. Além disso, o STF manteve o julgamento das contas públicas de 2014 pelo TCU, que acontece nesta tarde.

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Confira em frases o dia de derrotas para a presidente Dilma no Congresso (e nos Tribunais):

“Estou vendo luz no fim do túnel”
Dilma Rousseff, presidente da República, mostrando-se  otimista diante da retomada, pelo Congresso Nacional, da análise dos vetos a projetos que elevam despesas públicas e dificultam o ajuste fiscal. Porém, a votação foi adiada novamente por falta de quórum.

“É preciso ter capacidade de aceitar derrota quando ela chega”
Dilma, voltando a usar metáfora esportiva para falar em perdedores e vencedores e fair play para reconhecer derrotas 

“Para a política, a reforma trouxe um cenário pior do que o que tínhamos antes. Dilma fez uma reforma baseada na opinião pública, e não na acomodação política”
 Carlos Manhanelli, analista político e presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos (ABCOP), em entrevista ao InfoMoney sobre a reforma ministerial da presidente Dilma 

”Não há a menor possibilidade de eu renunciar ou me licenciar”
Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, ao falar sobre a suspeita de envolvimento com o esquema de corrupção que atuava na Petrobras

Não tenho nada com isso, sou o presidente, não o dono da Câmara”
Cunha, ao falar sobre se os deputados aliados a ele e insatisfeitos com a reforma ministerial teriam trabalhado para a não votação dos vetos da presidente Dilma

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 “Há problemas, talvez oriundos dessa reforma, que temos de avaliar; foi muito ruim o que aconteceu hoje”
Delcídio Amaral, líder do governo no Senado, sobre a derrota do governo ao não conseguir a apreciação dos vetos

“Cautela e canja de galinha. Suco de maracujá para baixar a bola e aí avaliar com realismo, humildade e bom senso o que fazer”
Delcídio, mais uma vez, ao ser perguntado sobre o que deve ser feito agora

“Vamos avaliar quando é prudente, recomendável convocar [nova sessão]. Não tenho ainda uma decisão. Vou examinar, fazer essa avaliação”
Renan Calheiros, presidente do Senado, ao falar sobre quando uma nova sessão do Congresso será marcada para análise dos vetos 

TSE e TCU

 “Nao é cristalina, sob o ângulo estritamente jurídico, a caracterização da conduta imputada sobre o ministro relator do processo (…) como ensejadora de suspeição processual”
Luiz Fux, ministro do STF, ao decidir manter o julgamento das contas públicas do governo federal de 2014 pelo Tribunal de Contas da União  

 “Isso é bom para que não reste nenhuma dúvida. Estamos extremamente tranquilos em relação à condução da campanha da presidenta”
Edinho Silva, ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, sobre a abertura de ação aberta no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para investigar a campanha de Dilma

“Considero que o impeachment é um instrumento poderosíssimo para casos muito bem determinados no texto constitucional. Por isso, acho um perigo as pessoas trabalharem o impeachment como se fosse um instrumento de luta política. Ele não trata de luta política. A luta política se trata no debate no Parlamento, na eleição”
Jaques Wagner, ministro-chefe da Casa Civil, ao afirmar que a busca do impeachment por parte da oposição é um ato “perigoso” para o país e para a própria democracia 

“Erros na administração da economia podem ser corrigidos. Crimes contra a democracia, não. A dose do golpismo é sempre letal, para todos, para o país e para o futuro”.
Aloizio Mercadante, “novo” ministro da Educação, ao criticar a oposição por, segundo ele, liderar uma tentativa de golpe e a realização de um “terceiro turno” da eleição presidencial

Esse fato de abrir mais uma investigação não significa absolutamente nada no plano da inovação jurídica. Um fato que também diria [ser] corriqueiro”
José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, minimizando a decisão do TSE de reabrir ação de investigação para analisar a existência de irregularidades nas contas de campanha da presidente

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