Lula vem mais forte do que Bolsonaro para eleições municipais, projetam analistas

Especialistas consultados pelo InfoMoney, porém, veem efeito limitado de pleito municipal sobre resultado de eleições presidenciais de 2026

Marcos Mortari

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Mais de um ano após as eleições presidenciais que marcaram a volta de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto, a polarização persiste no Brasil e deve dar as caras também no pleito municipal de 2024, mas pode ter efeitos mais modestos sobre a próxima disputa pelo cargo máximo do Poder Executivo.

No aquecimento da disputa pelas prefeituras, analistas políticos já projetam o papel de Lula e de seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL), sobre a campanha e o desempenho de aliados em localidades estratégicas.

A 51ª edição do Barômetro do Poder, levantamento feito mensalmente pelo InfoMoney com consultorias e analistas independentes sobre alguns dos principais temas em discussão na política nacional, mostrou uma percepção majoritária de vantagem de Lula sobre Bolsonaro no quadro geral.

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Segundo o estudo, feito entre os dias 19 e 22 de dezembro, 45% dos analistas políticos consultados acreditam que a figura do atual presidente e possíveis manifestações de apoio a candidatos deve afetar positivamente o desempenho das campanhas dos aliados. No caso de Bolsonaro, esse número cai para 27%.

Clique aqui para ter acesso à íntegra do levantamento.

O grupo de entrevistados que consideram negativos para os respectivos aliados os apoios de Lula e Bolsonaro soma 9% no caso do primeiro e 18% no segundo.

Considerando uma escala de 1 (muito positivo) a 5 (muito negativo), a média das respostas para o efeito de eventual endosso do atual presidente sobre candidaturas a prefeituras ficou em 3,36 − um pouco acima do patamar de Bolsonaro, de 3,18. Em ambos os casos, o efeito, portanto, é moderado.

O Barômetro do Poder mostrou, no entanto, que a maioria dos analistas políticos consultados (50%) vê impacto reduzido do resultado das eleições municipais sobre a disputa presidencial de 2026. Apenas 8% apontam uma forte relação entre os dois eventos. Outros 42% atribuem peso moderado.

Em uma escala de 1 (muito baixo) a 5 (muito alto), a média das respostas dadas pelos especialistas neste caso ficou em 2,50.

Metodologia

Esta edição do Barômetro do Poder ouviu 10 consultorias políticas – Ágora Assuntos Políticos, Control Risks, Dharma Political Risk & Strategy, Eurasia Group, Medley Global Advisors, Patri Políticas Públicas, Ponteio Política, Prospectiva Consultoria, Vector Relações Governamentais e Warren Rena – e 2 analistas independentes – Carlos Melo (Insper) e Thomas Traumann.

Conforme acordado previamente com os participantes, os resultados são divulgados apenas de forma agregada, sendo preservado o anonimato das respostas e dos comentários.

Clique aqui para ter acesso à íntegra do levantamento.

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Marcos Mortari

Responsável pela cobertura de política do InfoMoney, coordena o levantamento Barômetro do Poder, apresenta o programa Conexão Brasília e o podcast Frequência Política.