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Radar Político

Lula preocupado e furioso com Lava Jato; governo quer queda rápida de Cunha e mais notícias

Mais notícias sobre o presidente da Câmara o enfraquece para continuar no cargo; Lula está preocupado e furioso com Lava Jato, enquanto Dilma "banca" Levy

SÃO PAULO – O noticiário político do final de semana e do início desta foi bastante movimentado. Além da novela “Joaquim Levy” sobre se ele fica ou sai, a repercussão sobre as novas delações da Operação Lava Jato segue repercutindo no mercado. Confira abaixo as principais notícias:

Sucessão de Cunha
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o surgimento de novas denúncias contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ) fez líderes partidários deflagrarem na sexta uma corrida pela sucessão ao comando da Câmara dos Deputados.

De acordo com a coluna Painel, integrantes do governo, da oposição e até mesmo do PMDB iniciaram conversas reservadas em busca de um novo nome, apesar da negativa de Cunha de renunciar. O jornal informa ainda que a equipe de Dilma avalia que é melhor acelerar uma saída de Cunha do comando da Casa para que não haja atraso nas votações, costurando nos bastidores para que a presidência da Câmara continue com o PMDB.

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Partidários do presidente da Câmara avaliam que Cunha terá que adotar uma saída chamada “solução Renan”: abrir mão da presidência da Câmara para preservar seu mandato. O PMDB estuda indicação de nomes independentes, mas que passem a imagem de estabilidade, como José Fogaça (RS); já Cunha articula Jovair Arantes (PTB-GO) e Andre Moura (PSC-SE). Cunha pode fechar acordo com governo e patrocinar nome próximo ao Planalto confiando na não cassação de seu mandato com ajuda do PT; ou ajudar a eleger um adversário petista, opção chamada nos bastidores de impeachment branco, afirmou a Folha.

Lula preocupado e “furioso”
A mesma coluna informa que Lula estaria furioso com o envolvimento de seus familiares nos vazamentos da Operação Lava Jato após a divulgação de que o lobista Fernando Baiano teria levado dinheiro a uma nora do ex-presidente. Ele se disse alvo de “perseguição”.

Conforme informa O Estado de S. Paulo, o PT está em alerta quanto a um suposto uso político das investigações para atingir seu principal líder. O jornal apurou que Lula está preocupado com o surgimento do nome de José Carlos Bumlai, pecuarista amigo de Lula nas investigações. Segundo um empresário que conversou com o ex-presidente, a proximidade entre ambos, intermediada, no início da relação de amizade, ainda em 2002, pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS), é hoje um flanco de vulnerabilidade em relação a Lula e sua família. 

O ex-presidente tem três noras. Um dia depois da revelação de Baiano, os advogados de Fábio Luís, o Lulinha, pediram ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, acesso à delação premiada do acusador. Para tentar tranquilizar o PT, Lula informou ter determinado a realização de uma espécie de auditoria no patrimônio de toda a sua família, incluindo os cinco filhos e os respectivos cônjuges. Nos bastidores do PT, o suposto enriquecimento de Luís Cláudio e de Fábio Luís, o Lulinha, filhos do ex-presidente, é um dos pontos centrais do nível de atenção. O Instituto Lula e os advogados de Lulinha negam que qualquer dos filhos do ex-presidente ou suas noras tenham recebido dinheiro do lobista ou de Bumlai. 

Aliás, Lula chegou a comentar com os seus colaboradores que o pecuarista pode ter se aproveitado de sua amizade para obter vantagens financeiras. 

Manifestações pró-impeachment
Uma manifestação pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff reuniu um grupo de pessoas na Avenida Paulista, região central da cidade de São Paulo, no início da noite de domingo (18). Com cartazes e bonecos infláveis que retratam o ex-presidente Lula, os manifestantes se concentraram em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). Eles aproveitavam os momentos de semáforo fechado para ocupar a via, no sentido Rua da Consolação. 

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Segundo Paulo Batista, do Movimento 15 de Março, a saída da presidente é um desejo da maioria da população. “Nós representamos a voz da maioria dos brasileiros que não quer mais a Dilma no poder. A população brasileira está insatisfeita de tudo que acontece no nosso país”, disse em referência às manobras fiscais do governo federal e à corrupção na Petrobras.

Para Batista, apesar de a manifestação não ter reunido muita gente, a mobilização não perdeu força. “Antes, a manifestação era só na Paulista e outras localidades pontuais. Hoje, é por todo o Brasil, estados e municípios. E logo será em todos os bairros”.

Dilma e Levy
Ontem, Dilma disse que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, permanece no governo. “O ministro Levy fica. Nem se tocou nesse assunto”, disse em entrevista coletiva em Estocolmo, na Suécia, ao ser perguntada sobre rumores publicados na imprensa nos últimos dias de que o ministro deixaria o cargo. “Se ele [Levy] fica, é porque concordamos com a política econômica dele. Não tinha nenhuma insatisfação dele. Eu não sei como é que saem essas informações, elas são muito danosas”, destacou.

Contudo, conforme informou o Estadão de sábado, o ministro  já disse a interlocutores que pretende deixar o cargo no fim do ano, caso o “fogo amigo” contra ele continue no PT e no governo.

A presidente disse que, além de outras medidas que farão parte do ajuste fiscal, estratégias para que o governo consiga aprovar a volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF e também a Desvinculação de Receitas da União (DRU), que permite o governo gastar livremente parte do Orçamento, estão sendo discutidas com o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, e com o do Planejamento, Nelson Barbosa. “A CPMF é crucial para o país. Não estamos aumentando impostos porque queremos, estamos aumentando impostos porque precisamos. A questão da CPMF é a melhoria macroeconômica do país. Pode ser que nesse momento algumas pessoas não entendam, mas certamente entenderão quando os efeitos que essa medida produzir aparecerem”, avaliou Dilma.

A presidente não quis comentar sobre as denúncias de que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tem contas não declaradas na Suíça, pelas quais ele teria recebido propina.”Eu lamento que seja um brasileiro”, disse Dilma sobre repercussão internacional do escândalo envolvendo o presidente da Câmara. Durante a mesma entrevista, a primeira concedida na Suécia, primeira etapa de uma viagem pelo norte da Europa que envolve ainda a Finlândia, Dilma Rousseff negou acusações de que teria feito qualquer tipo de acordo político com o presidente da Câmara para livrá-lo de uma cassação de mandato em troca de ele não avançar com a abertura de um processo de impeachment contra ela.

Cunha e seu e-mail sacocheio@
O presidente da Câmara Eduardo Cunha segue no radar. Investigadores afirmam que ele tinha um e-mail só pra cobrar propina. Fernando Baiano disse que pediu ajuda a Cunha pra receber uma dívida do empresário Julio Camargo, e que ofereceu ao presidente da Câmara 20% dos US$ 10 milhões que tinha a receber. O esquema não funcionou, e Baiano teria oferecido 50% pra que o deputado pressionasse Julio pessoalmente. Em meio ao atraso dos pagamentos, Cunha teria começado a cobrar Baiano por e-mail. O endereço chamou a atenção: “sacocheio@”. 

Mais Lava Jato
Fernando Baiano também afirmou, em delação no âmbito da Lava Jato, que os contratos das sondas Petrobras 10.000 e Vitória 10.000 renderam propina também para Renan Calheiros e Jader Barbalho. Já o contrato da refinaria de Pasadena teria rendido subornos a Delcídio Amaral e Silas Rondeau. 

Em um dos trechos do depoimento, Baiano afirma: “que, em um primeiro momento, disse a Eduardo Cunha inclusive que teve pagamentos para políticos do PMDB por intermédio de Jorge Luz, referente à primeira sonda; que inclusive fez menção ao nome dos políticos Renan Calheiros e Jader Barbalho como destinatários de parte dos valores referentes à primeira sonda; que questionado se fez a menção a Delcídio Amaral e Silas Rondeau, respondeu que não, pois preferiu fazer menção aos políticos do PMDB, que era o partido de Eduardo Cunha”. As informações são do jornal O Globo.

“Baiano ainda mencionou ainda pagamento entre US$ 1 milhão e US$ 1,5 milhão a Delcídio desviado da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos”, frisa um dos trechos da reportagem. Delcídio e Renan negam as afirmações. 

(Com Agência Brasil e Agência Estado)

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