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Troca de farpas

Lula fez mais um discurso populista contra reforma da Previdência, diz Maia

Na avaliação do presidente da Câmara, caso a reforma não seja aprovada, não restará outro caminho para o governo federal que não seja aumentar impostos

(Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou nesta segunda-feira, 20, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por ter discursado contra a reforma da Previdência. Em evento do Lide em Porto Alegre, o parlamentar fluminense disse que esperava que Lula, pela experiência que teve como presidente da República, entendesse que a reforma não pode mais fazer parte da briga política.

“Ontem (19), infelizmente, o presidente Lula, mais uma vez, fez um discurso populista contra a reforma. Esperava que o presidente Lula, com a experiência que teve, com algum sucesso em algumas áreas, mesmo sendo pré-candidato, e outras tantas pessoas entendessem que tem alguns temas, que em determinado momento, não podem fazer mais parte da briga política. A reforma da Previdência não é de direita, nem de esquerda, é a salvação do nosso Brasil”, disse Maia.

Em discurso durante Congresso do PC do B neste domingo em Brasília, Lula afirmou que é preciso evitar a aprovação da reforma da Previdência, que “está acontecendo concomitantemente com o desmonte da Petrobras”. “Não tenho mais idade de ficar criando movimento ‘fora Temer’ e ele estar dentro, de ficar gritando não vai ter golpe e ter golpe. Vamos ter que parar de gritar e evitar que isso aconteça mesmo. Isso não pode continuar acontecendo debaixo da nossa barba”, disse.

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Maia, por sua vez, disse que, para projetar o Brasil para os próximos 20 anos, é preciso enfrentar temas de desgaste, entre eles a reforma da Previdência, prioridade “número um, dois, três”. “Ou todos aqueles que vão para eleição no próximo ano estarão mentindo”, disse. “O maior programa de transferência de renda que o Brasil tem não é o Bolsa Família, é a Previdência”, disse.

Na avaliação do presidente da Câmara, caso a reforma não seja aprovada, não restará outro caminho para o governo federal que não seja aumentar impostos. “Sem a reforma da Previdência, não sobrará ao governo outro caminho que não seja aumentar impostos. Só que no momento, a sociedade brasileira não tem mais condição de contribuir com o Estado brasileiro como um todo”, disse.