Debate CNBB

Luciana Genro ataca Aécio e é chamada por ele de “linha auxiliar do PT”

"Aécio falando do PT é sujo falando do mal lavado", diz Luciana Genro; ele se defende e diz que ela não tem propostas para o Brasil

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SÃO PAULO –  Um dos momentos de destaque do debate da CNBB foi o imbróglio entre Aécio Neves e Luciana Genro. A candidata foi perguntada por Aécio sobre educação, mas comentou sobre a corrupção na Petrobras, que havia sido comentado anteriormente entre Aécio e o candidato Pastor Everaldo.

O tucano havia criticado o atual governo, destacando que a Petrobras é apenas a face mais visível de um governo que abandonou o projeto de Brasil. 

Luciana Genro destacou que não poderia deixar de comentar o debate de Aécio com o Everaldo. “O senhor fala como se no governo do PSDB nunca tivesse havido corrupção. Todos sabemos que o seu companheiro Eduardo Azeredo foi o criador do primeiro mensalão. Também falamos do processo de compra da reeleição do presidente FHC. Também tivemos o escândalo das privatizações das estatais, conhecido como privataria tucana. Então, o Sr falando do PT, é como o sujo falando do mal lavado. As mesmas empreiteiras que financiam sua campanha são as mesmas que fizeram obras superfaturadas da copa, inclusiva aquela que caiu, em BH, então fale do PT, mas fale do seu partido também”, afirmou.

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Aécio reagiu, “saudando o retorno da candidata Luciana Genro às suas origens, atuando como auxiliar do PT”. O tucano afirmou lamentar que a candidata não tenha falado de propostas para a educação.

O clima esquentou e Luciana respondeu: “com todo o respeito, linha auxiliar uma OVA. Porque o PT aprendeu com o senhor e o seu partido. O mensalão foi continuação do mensalão do seu partido. O senhor foi protagonista da construção de um aeroporto nas fazendas da sua família, e deu as chaves para o seu tio. O senhor é tão fanático pelas privatizações que privatizou um aeroporto para sua família”. 

Aécio respondeu e afirmou que “política é isso, ter que ouvir impropérios, irrelevantes de quem não tem propostas para o brasil. […] Foi vencendo a intolerância e o radicalismo da candidata [Luciana Genro], que nós representamos uma obra no governo de Minas que foi reconhecida. Aprendi que a ética e a política têm que caminhar como irmãs siamesas. E é por isso que estou pronto para governar o Brasil”.