Há algo bom nisso tudo

Jucá diz que é ‘positivo’ a S&P não ter rebaixado a nota do Brasil

"Cabe ao Executivo inverter o rumo dessa marcha que vai levar o País à bancarrota", disse Jucá, que é economista, foi relator do Orçamento de 2015 e tem sido um dos parlamentares com maior trânsito com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, no Congresso

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O senador Romero Jucá (PMDB-RR) afirmou nesta terça-feira, 28, considerar um “fato positivo” a agência de classificação de risco Standard & Poor’s não ter rebaixado diretamente a nota do Brasil. Para o peemedebista, a decisão da S&P é mais um aviso, uma leitura do mercado que precisa ser levado em conta. Ele disse que é preciso que o governo proponha medidas estruturantes para estimular a economia do País.

“Cabe ao Executivo inverter o rumo dessa marcha que vai levar o País à bancarrota”, disse Jucá, que é economista, foi relator do Orçamento de 2015 e tem sido um dos parlamentares com maior trânsito com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, no Congresso. A agência S&P alterou a perspectiva do rating BBB- do país de estável para negativa. A nota da agência representa apenas um degrau acima do grau especulativo.

O senador do PMDB classificou as medidas do ajuste fiscal propostas pelo governo até o momento de paliativas. Ele disse que o governo tem de propor medidas para reanimar a economia de médio prazos, atuar na contenção de gastos públicos e do custeio da máquina, conforme a cúpula peemedebista tem defendido.

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Segundo Jucá, a decisão do governo, anunciada na semana passada, de contingenciar cerca de R$ 9 bilhões é mais um “detalhe, uma manobra marginal, no sentido de pequena”. Para ele, o problema não é cortar, é fazer uma reestruturação da gestão pública. “Chegou a hora de racionalizar, não dá para gastar”, cobrou.

O peemedebista disse que o Congresso – acusado por integrantes do governo de não ajudar no esforço fiscal – pode até propor algumas medidas para estimular a economia. Ele defendeu que o Legislativo tome medidas para mudar a leitura externa e interna sobre a economia brasileira. Mas destacou que cabe ao Executivo induzir o processo de reativação econômica.