Janja pede maior participação feminina na política e defende cota de 50% para mulheres no Congresso

Primeira-dama pede engajamento de homens para construir realidade diferente

Luís Filipe Pereira

A primeira-dama Janja (Foto: Claudio Kbene/PR)

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A primeira-dama Janja Lula da Silva, defendeu, nesta terça-feira (19), que haja cota de 50% para mulheres no Parlamento, como forma de estimular a entrada de mais mulheres na vida política.

Segundo Janja, que participou durante a manhã da live semanal “Conversa com o Presidente”, em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o jornalista Marcos Uchôa recebem convidados, os homens devem ser parceiros no processo de construção de uma nova realidade que permita às mulheres ocuparem espaços de poder.

Ela acredita que as candidaturas femininas são mais desencorajadas em cidades do interior, onde o legislativo municipal, que muitas vezes é o primeiro passo de um político na busca por reconhecimento dos eleitores, geralmente é dominado por homens.

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“Eu acho que a gente teve um retrocesso muito grande, com toda a violência que a gente tem assistido. A pandemia ajudou muito isso, uma violência dentro de casa, uma violência nas redes. As mulheres, por conta disso tem desistido um pouco da política”, frisou.

“Nós mulheres sabemos lutar a nossa luta, mas somos homens e mulheres na sociedade. Então a gente precisa muito caminhar lado a lado dos homens. Precisam entender, sabe, que isso é importante, que a gente precisa de uma sociedade diferente”, ponderou.

Pela legislação atual, cada partido deve ter 30% das candidaturas preenchidas por mulheres, como forma de estimular a participação feminina na disputa eleitoral. Em 2022, o Congresso Nacional promulgou uma emenda constitucional que obriga os partidos políticos a destinarem 30% dos recursos a candidaturas femininas, de maneira proporcional ao número de candidatas, além de tempo mínimo de 30% no período eleitoral gratuito às mulheres. Ainda assim, são recorrentes os casos de fraudes.

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Ao longo da campanha eleitoral que o levou à vitória para um terceiro mandato após um hiato de 13 anos, Lula encampou o discurso da representatividade e defendeu a ocupação de mais espaços de poder por mulheres.

Atualmente, mulheres ocupam oito das 38 cadeiras de chefias de ministérios e de órgãos com esse status no governo Lula. No início do mandato, eram 10 postos ocupados, mas Daniela Carneiro (União), que chefiava a Pasta do Turismo, e Ana Moser, do Esporte, deram lugar a Celso Sabino (PSD-PA) e André Fufuca (PP-AL).

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