Eleições 2018

Ibope: Bolsonaro mantém liderança com 22%; Marina, Ciro e Alckmin dividem segundo lugar

Bolsonaro perderia em três dos quatro cenários simulados de segundo turno

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SÃO PAULO – Na primeira pesquisa após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) indeferir o pedido de registro de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o deputado Jair Bolsonaro (PSL) mantém a liderança da corrida presidencial com 22% das intenções de voto.

É o que mostra levantamento Ibope, realizado entre os dias 1º e 3 de setembro, encomendado pelo jornal O Estado de S.Paulo e a TV Globo. O desempenho do parlamentar representa uma oscilação positiva de 2 pontos percentuais em relação à última pesquisa, divulgada em 20 de agosto. A variação equivale à margem de erro máxima dos levantamentos.

Logo atrás de Bolsonaro, aparecem três candidatos tecnicamente empatados: a ex-senadora Marina Silva (Rede) e o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), ambos com 12% das intenções de voto, além do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), com 9%.

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Em relação à pesquisa anterior, o pedetista apresentou crescimento de 3 pp, em movimento simultâneo à queda na taxa de votos brancos, nulos e indecisos — de 38% para 28%. Já o tucano, dono da maior fatia de tempo no horário de propaganda eleitoral gratuito no rádio e na televisão, teve uma oscilação para cima de 2 pontos percentuais. Marina tem o mesmo patamar apresentado há duas semanas.

Ainda de acordo com o levantamento, o senador Álvaro Dias (Podemos) permaneceu com 3% das intenções de voto, agora empatado com o empresário João Amoêdo (Novo), que antes tinha 1%. Já o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) oscilou de 1% para 2%. Na sequência, com 1%, aparecem os candidatos Guilherme Boulos (PSOL), Vera Lúcia (PSTU) e João Goulart Filho (PPL). Outros candidatos não pontuaram na pesquisa.

2º turno e taxa de rejeição
Bolsonaro perderia em três dos quatro cenários simulados de segundo turno. Na disputa com Ciro, o deputado federal teria 33% das intenções de voto ante 44% de seu oponente. Alckmin teria 41% dos votos e Bolsonaro 32%. Em um terceiro cenário, Bolsonaro teria 33% da intenção de voto e Marina 43%. Na disputa com Haddad, Bolsonaro aparece na pesquisa com 37% das intenções de voto e o iminente substituto de Lula tem 36%, configurando um empate técnico, já que a pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais. 

A taxa de rejeição a Bolsonaro foi de 44%. Marina aparece com o segundo maior índice de rejeição, de 26%, seguida por Haddad (23%) e Alckmin (22%). Ciro tem taxa de rejeição de 20%. Meirelles, Cabo Daciolo e Eymael aparecem com 14%.

O levantamento ouviu 2.002 eleitores em 142 municípios, entre os dias 1 e 3 de setembro, e tem margem de erro de 2 pontos, para mais ou para menos. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. O registro na Justiça Eleitoral foi feito sob o protocolo BR-05003/2018 e os contratantes foram o jornal O Estado de S. Paulo e a TV Globo.

Suspensão da pesquisa

A pesquisa estava prevista para ser divulgada na noite de terça-feira (4), mas foi suspensa por dúvidas sobre a inclusão do nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Ibope protocolou um requerimento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) questionando se poderia divulgar o resultado do levantamento. Com isso, o Ibope decidiu retirar da pesquisa o cenário com Lula e manter apenas o que trazia Haddad em seu lugar.

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Como as perguntas feitas não seguiram exatamente o roteiro previsto no questionário registrado na semana anterior, foi necessário consultar o TSE. Na tarde desta quarta-feira, o ministro do TSE Luiz Felipe Salomão decidiu não analisar o mérito da questão, alegando que o Ibope não poderia ter feito a consulta, por não ser “autoridade com jurisdição federal ou órgão nacional de partido político”. 

Em nota, o Ibope afirmou que “convicto de que agiu de boa fé e dentro da lei, e, ainda, no intuito de não privar o eleitor de informações relevantes sobre a situação atual das intenções de voto na eleição presidencial, o Ibope decidiu liberar os resultados da pesquisa para divulgação, decisão que contou com o apoio dos contratantes TV Globo e o ‘Estado de S.Paulo’.”

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