Oposição

Grupo vai entrar com pedido de impeachment por “pedaladas mentais” de Dilma

Integrantes do grupo Nas Ruas citam discursos da presidente como os que ela cita o "estoque de vento" ou a "saudação à mandioca" como argumentos para a saída de Dilma

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SÃO PAULO – Pode parecer brincadeira, mas um grupo entrará com novo pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT) baseado no que eles chamam de “pedaladas mentais”. Segundo os autores do pedido, o impedimento de um líder de estado por este motivo está previsto na lei.

“Causa riso e desgosto. A Lei 1.079/50, que regula o impeachment, tem no capítulo 5º, artigo 9º, inciso 7 o seguinte: proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo”, explicou Carla Zambelli, do grupo Nas Ruas, um dos signatários do documento, ao jornal Folha de S. Paulo.

Zambelli cita como “pedaladas mentais” o discurso da presidente nas Nações Unidas sobre a inexistência de tecnologias para “estocar vento” e a fala em que Dilma trata da comunhão do milho com a mandioca para depois saudar a raiz típica brasileira. Há ainda uma citação sobre a referência a “mulheres sapiens” e a declaração dada no Dia da Criança em que a presidente parabeniza os pequenos brasileiros dizendo: “Sempre que você olha uma criança, há sempre uma figura oculta, que é um cachorro atrás” (sic).

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“É isso o que você espera de uma presidente?”, questiona a militante. O documento alega que tais “fatos notórios e de domínio público” são objeto de deboche da população, comprometendo a sociedade brasileira, a economia, a política e as instituições. “Queremos mostrar que motivos não faltam para que se realize o impeachment da presidente”, diz Zambelli.

Ela assina como apoiadora – ao lado de Kim Kataguiri, do Movimento Brasil Livre, e Rogério Chequer, do Vem Pra Rua – o pedido atualmente em trâmite na Câmara, escrito por Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal. “Preferimos que ela seja afastada pelas pedaladas fiscais e não pelas mentais, algo vergonhoso”, completa.