Petrobras

Graça só sairá quando provada inocência; já “estrelas” devem ficar de fora do Conselho

Petrobras tem mais um dia de noticiário agitado: Valor informa que Graça Foster só sairá da companhia se ficar indiscutível que ela não tem nenhum envolvimento no esquema de corrupção

SÃO PAULO – A Petrobras (PETR3;PETR4) decepcionou o mercado na última quarta-feira (28) ao divulgar o seu resultado não-auditado e sem as baixas contábeis da corrupção deflagrada pela Operação Lava Jato. As informações que correm são de que faltou consenso sobre as baixas contábeis durante a reunião do Conselho e, por conta disso, a opção foi não descontar os números do balanço. E as questões da estatal estão longe de acabar.

Segundo matéria do jornal Valor Econômico de hoje, a presidente da estatal, Graça Foster, só deve sair do comando da empresa quando ficar indiscutível que ela não possui envolvimento nenhum no esquema de corrupção.

Na avaliação do Palácio do Planalto, informa o jornal, o afastamento de Graça neste momento deixaria no ar a dúvida sobre seu possível envolvimento com as irregularidades investigadas. E isso é tudo que a presidente da República, Dilma Rousseff, não quer. Dilma já vem há algum tempo fazendo sondagens no mercado atrás de um nome para substituir a CEO (Chief Executive Officer) da petrolífera. Mas, antes de Graça sair, o governo mudará o Conselho de Administração da estatal, a começar pela saída do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

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Falando em Conselho, segundo a Folha de S. Paulo, ele não deve contar com os nomes de peso do mercado após a divulgação de balanços não contar com os prejuízos com a corrupção. A avaliação é de ministros da presidente Dilma, diz o jornal.

De acordo com assessores presidenciais, sem a divulgação do prejuízo, os nomes “estrelados” não aceitarão integrar o Conselho da estatal, já que esta era uma das condições para ocupar os cargos. Eles querem se certificar de que não correriam riscos de enfrentar eventuais processos judiciais em caso de irregularidades passadas. 

Dentre alguns nomes cotados, estão Nildemar Secches (ex-presidente da Perdigão e presidente do Conselho de Administração da BRF) -, Rodolfo Landim (ex-BR Distribuidora e da EBX), Antonio Maciel (ex-Ford e atual Caoa Hyundai) e Josué Gomes (Coteminas e candidato derrotado ao Senado pelo PMDB-MG). Além disso, Beto Sicupira (ABInbev) e Henrique Meirelles (ex-presidente do Banco Central e hoje na JBS/Friboi) também estão no radar do governo.