Economia

Governo vai “jogar duro” contra reajustes salariais, diz Arko

“Vai haver pressões por reajustes. Mas o reajuste que mais preocupa é o dos ministros do STF, que tem efeito cascata”, disse Lucas de Aragão, sócio da Arko Advice

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(Bloomberg) — Ainda que a pressão por reajustes salariais seja grande e que a própria CAE do Senado tenha aprovado hoje aumento para defensores públicos, a ser levado agora a plenário, o governo vai “jogar duro” contra isso, diz Lucas de Aragão, sócio da Arko Advice, em entrevista. Leia abaixo os principais trechos:

  • “Vai haver pressões por reajustes. Mas o reajuste que mais preocupa é o dos ministros do STF, que tem efeito cascata”
    • “Aumento do STF agora não passa; securitização tem chance e LDO também”
    • “Governo vai tentar limpar a pauta primeiro”, votando os vetos que a trancam, antes de votar LDO’’
    • “Prioridade é LDO”
  • “Governo está começando a preparar um chão para jogar duro, sabe que quando o impeachment passar terá mais força para negociar com Congresso”
    • “Governo não vai querer mostrar atitude passiva quanto a aumento de gastos
    • ‘‘Uma coisa foi no início, quando herdou alguns acordos anteriores feitos entre Dilma e líderes partidários; agora governo não tem mais acordos herdados, já fez sua parte nos reajustes, vai começar uma relação limpa”
    • “Entendi a fala do Padilha desta maneira”
    • “Depois do impeachment, ele pode negar todo reajuste, ser mais firme”
  • NOTA: Suspensão de reajuste salarial de servidores vale até impeachment, diz Padilha: Estado
  • Quanto às demandas de governadores do Norte/Norte, Aragão acha que governo vai ceder aos pedidos de ajuda
    • “Governo sabe em quais batalhas deve se concentrar e em quais não vale a pena lutar”
    • Ceder aos governadores significa reduzir resistências, dar força eleitoral ao PMDB nas eleições municipais, evitar que governadores que eram mais resistentes atrapalhem as negociações com estados mais fracos do ponto de vista fiscal
  • Sobre PMDB defender reajuste do STF, na contramão do governo, Aragão diz que sempre haverá paradoxos
    • “Base aliada do governo é dividida entre a realmente sólida e a que depende do tema”
    • “PMDB é absolutamente fragmentado”
    • “Em nenhum momento o mercado estará absolutamente satisfeito, em nenhum momento os governadores estarão 100% satisfeitos, por isso às vezes vamos ver esses paradoxos para se manter um nível de aceitação média dos dois lados”
  • NOTA: CAE/Senado aprova aumento a defensor público; STF e PGR adiados

Esta matéria foi publicada em tempo realapara assinantes do serviço BloombergaProfessional.

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