Cenário

Governo tenta evitar “7 a 1” na Câmara e Lula já fala em não sair das ruas se houver derrota

Governo admite que não tem votos para barrar impeachment e Lula já mostra abatimento - mas ainda não jogou a toalha

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SÃO PAULO – Depois de partidos como o PP e o PRB oficializarem a saída do governo e o apoio ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, o governo vem dizendo publicamente que terá votos suficientes para derrubar o processo no próximo domingo (17), e dar início a uma nova base de governo que dê governabilidade para os próximos passos.

“Estamos convencidos que teremos no domingo número suficiente para barrar o golpe e criar as condições para construir uma nova base de governo, capaz de dar governabilidade no momento seguinte. Na nossa avaliação, a base hoje é superior a 200 votos sendo trabalhada de maneira muito rigorosa e criteriosa pelas lideranças”, disse o ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini.

Porém, na prática, não é bem assim, segundo informa o Globo. Reservadamente auxiliares da presidente que participam da articulação política junto ao Congresso contabilizam com segurança apenas 160 votos, ou seja, 12 a menos do que o necessário para impedir a derrota no plenário da Câmara. Para tentar conter a debandada,informa o jornal, Dilma resolveu fazer pressão, pessoalmente, sobre parlamentares que ainda apoiam o governo a fim de assegurar os votos que precisa.

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segundo a Folha, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou preocupação e admitiu a aliados, em reuniões na quarta-feira (13), que a situação atual do governo é difícil. Políticos que estiveram com ele definem sua aparência como “cansaço” e “abatimento”.

O jornal O Estado de S. Paulo reforça a avaliação de que o petista considera muito difícil barrar a abertura do processo de impeachment na Câmara, mas que tudo está sendo feito para evitar uma derrota humilhante. “Não pode ser um 7 a 1 porque, se for assim, não há chance de segurar no Senado”, disse um auxiliar da presidente ao jornal. 

Lula estaria abatido, mas ainda não teria “jogado a toalha”. Porém, seus movimentos são vistos com ressalvas até mesmo pelo Palácio do Planalto. Na sexta-feira, ao participar de encontro com estudantes e profissionais da educação, ele reiterou críticas à política econômica da presidente Dilma.

Conforme informa a Folha, a estratégia de Lula caso o processo de impeachment não seja barrado é de não sair mais das ruas e entrar em “campanha permanente”, além de ter deixado claro que não pretende dar trégua a um eventual governo de Michel Temer. Segundo pessoas próximas ouvidas pelo jornal, o recado de Lula foi claro: “não estaremos nessa de união nacional. Não vamos colaborar”. 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva avisou a aliados que, caso o governo não consiga barrar o processo de impeachment na Câmara, entrará em campanha permanente e não sairá mais das ruas


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