Governo estuda reduzir impostos e aumentar crédito para impedir avanço da crise

Equipe econômica afirma que há margem para reduções, como para o IOF, caso novos cortes sejam necessários

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SÃO PAULO – Será realizada nesta segunda-feira (24) a última reunião ministerial do ano, que tem como tema principal as medidas que deverão ser adotadas no País para conter os impactos da crise financeira internacional.

Segundo matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrará de seus representantes propostas para evitar que a crise atrapalhe os seus planos para os dois últimos anos de seu mandato.

Manutenção dos investimentos

Entre essas alternativas, Lula evidencia a manutenção dos investimentos nas obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), estimado em aproximadamente R$ 200 bilhões até o final de 2010, o estímulo à concessão de crédito e o incentivo ao consumo.

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Para Luciano Coutinho, presidente do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), o grande desafio será manter uma taxa de expansão dos investimentos em pelo menos 10% para o próximo ano, em contrapartida com os 16% já apurados neste.

Queda na arrecadação e PIB em 2009

Pelas estimativas do Governo, durante o próximo ano deverá ser apurada uma perda de pelo menos R$ 8 bilhões, somente na arrecadação. Porém, as preocupações se mantêm relacionadas ao PIB (Produto Interno Bruto), que tem como meta pelo menos 4% de crescimento para 2009.

Segundo o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, “não vamos liberar mais recursos em 2009 para gastos correntes, mas manteremos os investimentos e queremos fomentar a produção. Não se trata de favor nem de dar dinheiro, é fazer a roda girar”.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também acena na mesma direção: “estamos conseguindo superar os problemas e acreditamos que dá para manter uma taxa positiva de PIB com a adoção de políticas anticíclicas”, afirmou o ministro.

Redução de impostos

A equipe econômica do governo está estudando também reduzir impostos para impulsionar a atividade dos setores mais afetados. Entre elas está a redução nas alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), caso esse corte se faça necessário.

Mesmo se forem adotadas, as medidas deverão ser pontuais, principalmente voltadas para os setores como o da agricultura, automobilístico e construção civil, que depende em grande parcela do ritmo de concessões de crédito no País.

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