Ela fica

Feldman descarta saída precoce de Marina do PSB após derrota na eleição

O coordenador de campanha da ex-senadora garantiu que, mesmo se "desafeto" da pessebista vencer disputa pelo comando do Diretório Nacional, ela continuará na sigla.

SÃO PAULO – Até mesmo na época em que estava “viva” na corrida presidencial, Marina Silva era questionada sobre quanto tempo ainda permaneceria no PSB, partido que a acolheu no ano passado, após a ex-senadora não conseguir conceber a criação do Rede, seu projeto de partido político. 

Após ficar na terceira colocação na disputa e ver seus principais adversários, Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), fazendo sondagens para obter seu apoio no segundo turno, Marina enfrenta um novo obstáculo, de acordo com especulações de correligionários da ex-senadora. 

Carlos Siqueira, seu desafeto que abandonou sua campanha após a confirmação de que ela substituiria Eduardo Campos na chapa presidencial pouco depois da morte do ex-governador de Pernambuco em outubro, é um dos mais cogitados para substituir Roberto Amaral no comando nacional do PSB. A eleição do Diretório Nacional está marcada para a próxima segunda-feira. 

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Quando abandonou a campanha, Siqueira, que é secretário-geral do PSB, disse que não poderia continuar contribuindo com a candidatura, por não estar de acordo com a escolha do nome de Marina para encabeçar a chapa presidencial do partido.  “Da senhora Marina Silva eu quero distância. Eu não participo da campanha dela. Ela não é do PSB”, afirmou Siqueira na época.

De acordo com Feldman, Marina não protagonizará uma saída precoce do partido ainda que Siqueira vença a disputa e se torne o novo presidente nacional do PSB. Para ele, é cedo para qualquer análise de resultado da eleição do Diretório Nacional da legenda. Diplomático, Feldman afirmou ainda que “as diferenças entre Marina e Siqueira já foram superadas”.