Julgamento dia 24

Eventual prisão de Lula seria “declaração de guerra”, afirmam integrantes do PT

Segundo informa a coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, comitês do partido estão organizando protestos pelo Brasil caso o ex-presidente seja condenado

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SÃO PAULO – Um dos acontecimentos mais aguardados do início deste ano e que pode definir o rumo das eleições de 2018, o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no próximo dia 24 promete gerar uma forte mobilização dos defensores do petista. 

Segundo a coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, os comitês de mobilização que o PT criou nos Estados para julgar Lula estão se preparando para organizar protestos em todo o Brasil caso o ex-presidente seja condenado por unanimidade – o que tornaria a candidatura dele praticamente inviável. E também caso ele seja preso. 

Os dirigentes do PT avaliam que as cortes superiores não manteriam o ex-presidente preso, concedendo a ele um habeas corpus. Contudo, uma eventual detenção do petista e manutenção por cortes superiores seria encarada, segundo um integrante do partido ouvido pela colunista, como uma “declaração de guerra” e senha para protestos permanentes. 

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Em meio à expectativa de que o Lula seja condenado, mas fique solto, o PT pretende, como já divulgado, inscrevê-lo no (Tribunal Superior Eleitoral) mesmo com a certeza da posterior impugnação da candidatura. O plano é que o petista conduziria a campanha até ser afastado em setembro, colocando um outro candidato na última hora. Para o PT, um candidato indicado por Lula, ainda que perto das eleições, pode chegar ao segundo turno.