Carteira da presidente

Especialista faz carteira ideal para Dilma; presidente investe na poupança e “no colchão”

A presidente da República, Dilma Rousseff, candidata à reeleição, declarou seus bens ao TSE e mostrou que investe R$ 129,9 mil na poupança e guarda R$ 152 mil em casa

SÃO PAULO – A presidente da República, Dilma Rousseff, candidata à reeleição, declarou seus bens ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e mostrou que investe R$ 129,9 mil na poupança e guarda R$ 152 mil em casa, “debaixo do colchão”. Além disso, ela ainda tem R$ 10 mil em conta corrente e R$ 3,6 mil em um fundo de investimento no Banrisul.

A presidente possui também dois apartamentos (um em Minas Gerais e outro em Porto Alegre), dois sítios em Porto Alegre, dois lotes de um condomínio em Porto Alegre, um Fiat Tipo (1996), joias e ações referentes a aquisição de um telefone. Tudo isso junto vale R$ 1,4 milhão. O patrimônio total de Dilma Rousseff é de R$ 1,75 milhão.

O planejador financeiro da Soma Invest, Janser Rojo, CFP, analisou o portfólio de Dilma – a pedido do InfoMoney – e concluiu que ela praticamente não tem retorno real em seus investimentos, ou seja, acima da inflação, visto que a poupança, atualmente, rende o mesmo que o índice oficial de preços, IPCA, e o dinheiro que está em casa e na conta corrente, além de não render nada, ainda está sendo corroído pela perda do poder de compra da moeda.

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A recomendação do especialista é que a presidente coloque R$ 109,9 mil dos R$ 129,9 que estão na poupança em NTN-Bs de longo prazo, que pagam a inflação mais uma taxa, que hoje está em cerca de 5,9% ao ano. “Os R$ 20 mil restantes ela deve deixar na poupança para uma emergência”, alertou Rojo.

Já o dinheiro que está em casa e na conta corrente, que juntos somam R$ 162 mil, devem ser aplicados em LCIs da Caixa Econômica Federal e LCAs do Banco do Brasil. Ambos os títulos têm isenção de IR, rendem mais do que a inflação e ainda possuem garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para aplicações de até R$ 250 mil. “Estes investimentos, além de fazerem a carteira da presidente ter um rendimento real expressivo, mostrariam ainda que ela confia em sua política econômica e nos agentes econômicos ligados ao governo, visto que a CEF e o BB são estatais e as NTN-Bs são títulos públicos”, afirmou.

Por fim, em relação ao dinheiro aplicado no fundo do Banrisul, poderia ser mantido e até ampliado, caso ele tenha uma boa gestão.

A presidente Dilma recebe R$ 19,8 mil – líquido por mês – de salário. Segundo Rojo, ela deveria investir, no mínimo, cerca de 10% deste montante (R$ 2 mil) todo mês. “Esse dinheiro poderia ser aplicado no fundo ou em títulos públicos pré-fixados”, finalizou.