Impeachment

Embates Renan X Gleisi Lindbergh X Caiado e fala de Belluzzo: acompanhe o julgamento de Dilma

Lindbergh e Caiado reeditaram confusão da véspera, enquanto Renan e Gleisi tiveram discussão

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SÃO PAULO – O segundo dia do julgamento final do impeachment da presidente Dilma Rousseff foi marcado por mais embates entre senadores, em uma edição estendida do que aconteceu no primeiro dia. 

Mais uma vez, os dois senadores que discutiram na sessão de quinta, Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Lindbergh Farias (PT-RJ) tiveram um bate-boca. A confusão prosseguiu e chegou a Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Renan Calheiros (PMDB-AL), o que fez com que o ministro do STF, Ricardo Lewandowski, suspendesse a sessão do impeachment por mais uma vez. 

Tudo começou quando Caiado defendeu a legitimidade do testemunho do auditor Antônio Carlos Costa D’Ávila. Lindbergh tomou a palavra logo depois e afirmou que o senador que o precedeu (Caiado) é “um desqualificado”. Lewandowski interrompe Farias e pediu “respeito mútuo e recíproco” entre os senadores. A sessão foi suspensa por cinco minutos por Lewandowski.

A sessão foi retomada e Renan pediu a palavra, dizendo que o Senado está perdendo a oportunidade de “se firmar perante a sociedade” como instituição e disse que tem a impressão que o julgamento ocorre em um “hospício”. 

O peemedebista ainda criticou a fala de Gleisi, na véspera, de que os senadores não têm “moral” para julgar Dilma. Ela lembra o indiciamento de Gleisi e de seu marido, Paulo Bernardo. “Fico muito triste porque essa sessão mostra que a burrice é infinita. Ontem a Gleisi chegou a dizer que o Senado não tem moral para julgar o impeachment”, afirmou. “Justamente a senadora que o presidente do Senado livrou de um indiciamento no STF”, disse Renan.

O bate-boca foi generalizado e a sessão foi suspensa de novo. Lidnbergh reagiu à fala de Calheiros sobre Gleisi aos gritos de “que baixaria”. Lewandowski suspendeu a sessão para o almoço, sendo retomada às 13h15. Depois que o ministro Lewandowski encerrou a sessão, Renan e Gleisi continuaram a discussão, com a interferência de outros senadores.

Volta aos trabalhos
Na volta dos trabalhos, o senador Aécio Neves comunicou que a base do governo não iria fazer perguntas para a testemunha para conseguir agilizar o processo.

Só então teve início as oitivas, com o primeiro testemunho do economista Luiz Gonzaga Belluzzo. Contudo, ele foi ouvido na condição de informante a pedido do advogado José Eduardo Cardozo, que solicitou a mudança para evitar novos tumultos na sessão – marcada por debates em torno da suspeição das testemunhas arroladas. O economista afirmou que, no momento em que os decretos presidenciais foram expedidos, “a presidente tinha feito um contingenciamento de R$ 70 bilhões e posteriormente outro de R$ 8,5 bilhões”, disse. A medida, segundo ele foi tomada, sem sucesso, na tentativa de compensar os efeitos da queda de arrecadação. “Foi excesso de responsabilidade fiscal”, disse.

Belluzzo afirmou que, ao contrário do que sustenta a acusação, em 2015, “houve uma ‘despedalada’ porque, no momento em que a economia estava perdendo receita, a presidente fez o contingenciamento”. “Isto se chama ação pró-cíclica”, completou. Ele acrescentou que já em 2014 previa que o ajuste fiscal iniciado naquele momento teria as consequências que teve. “A política fiscal executada ao longo de 2015 levou a uma contração brutal da receita. Fazendo uma analogia entre a economia e um pugilista abatido, Belluzzo afirmou que “para reanimá-lo, [o governo] lhe deu um soco na cabeça”.

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Após a fala de Belluzzo, o professor de direito tributário da UFRJ Geraldo Prado dá o seu depoimento. Prado afirmou que não há infrações por parte de Dilma e apontou uma “evidente desproporcionalidade” na pena imputada à Dilma e o crime do qual é acusada. 

Lewandowski deu um intervalo para a sessão, que irá das 18h até às 19h. 

Acompanhe ao vivo a sessão:

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