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Durante a eleição, delegados da Lava Jato elogiaram Aécio e criticaram PT na internet

Segundo o Estadão, em manifestações feitas em perfis fechados do Facebook, delegados compartilharam a propaganda eleitoral e faziam críticas a Lula e Dilma

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SÃO PAULO –  Durante as eleições, alguns delegados da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, que atuam na Operação Lava Jato e que investiga o esquema comandado pelo doleiro Alberto Youssef, usaram as redes sociais para elogiar Aécio Neves, então candidato do PSDB à presidência da república, e atacar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo“.

Em manifestações feitas em perfis fechados do Facebook e aos quais o Estadão teve acesso, delegados da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, órgão em que as investigações se concentram, compartilharam a propaganda eleitoral do então candidato tucano que reproduzia reportagens com o conteúdo da delação premiada e destacam que Lula e Dilma sabiam do esquema de propina na Petrobras (PETR3;PETR4). 

Entre um dos posts, o delegado Marcio Anselmo, coordenador da Operação, escreveu: “Alguém segura essa anta, por favor”, ao compartilhar uma notícia com o título: “Lula compara o PT a Jesus Cristo”.

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Eles também repassaram notícias sobre o depoimento à Justiça de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal ao dizer que o PT recebia 3% do valor de contratos supostamente superfaturados.

Igor Romário de Paula, da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado, é de um grupo chamado Organização de Combate à Corrupção, cujo símbolo é uma caricatura de Dilma coberta por uma faixa vermelha de “Fora, PT!”. Igor também compartilhou um link da revista inglesa The Economist que defendia voto em Aécio, no dia 17 de outubro. 

Ainda sobre a Operação Lava Jato, a Polícia Federal está de posse de uma sequência de e-mails que reforçam a suspeita de que um esquema envolvendo a agência de propaganda e marketing Muranno Brasil e a Petrobras. Esta nova linha de investigação da Operação Lava Jato, pode atingir o ex-presidente Lula e o ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli, citados por Yousseff como ordenadores do pagamento à Muranno, informa o Estadão