Dor de cabeça

Dilma enfrenta guinada opositora no TCU; já no TSE, terreno é árido e incerto

Duas questões vem ganhando corpo para o governo da presidente Dilma - o TCU e o TSE podem representar dores de cabeça para a presidente, conforme destaca o jornal Valor Econômico de hoje

SÃO PAULO – Como já indicado nos últimos dias e até reiterado pelo ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Carlos Ayres Britto, tanto no TCU (Tribunal de Contas da União) quanto no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a presidente Dilma Rousseff deve sofrer alguns sustos e incertezas.

Conforme apontam duas matérias do Valor Econômico de hoje, a presidente deve enfrentar dificuldades nas duas instâncias. O jornal informa que a análise das contas da presidente no TCU ficará para agosto, embora tenha sido esperada para 22 de julho, um dia antes da data-limite para Dilma apresentar sua defesa sobre as “pedaladas”. 

Os ministros querem avaliar com calma os argumentos do governo. E, conforme ressalta o jornal se, anteriormente, o TCU era um ambiente tranquilo para o governo petista, o TCU passou a dar dores de cabeça recentemente para o Planalto, com as auditorias sobre a compra da refinaria de Pasadena e as “pedaladas fiscais” já demonstrando uma postura bem mais dura do tribunal. A “guinada” opositora ficou evidenciada com a análise das contas de Dilma. 

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E a expectativa é de que Dilma não consiga convencer o TCU, apesar dos discursos de integrantes do governo na via oposta. Assim, o governo já iniciou a ofensiva para evitar uma derrota no Congresso.

Já no TSE, onde estão sendo tramitados os pedidos de cassação de Dilma, o terreno é incerto: cinco ministros foram indicados por governos do PT e dois pelo PSDB, mas isso não é garantia de votos pró-governo. 

Dos sete ministros do TSE, dois tendem a votar contra o governo, caso de Gilmar Mendes e João Otávio de Noronha e três a favor, Luciana Lóssio, Henrique Neves e Maria Thereza Assis Moura, segundo o PT. 

Desta forma, pesa na balança os votos dos ministros Dias Toffoli e Luiz Fux, este último que é visto como um risco extremo para o governo. Ele surpreendeu no julgamento do mensalão ao votar pela condenação de todos os réus.