Impedimento

Dilma diz que pode recorrer à cláusula democrática do Mercosul

Presidente reforçou que Brasil continua comprometido com as Olimpíadas e voltou a chamar seu processo de impedimento de golpe

SÃO PAULO – Falando a jornalistas em Nova York, a presidente Dilma Rousseff disse que respeitará uma eventual decisão do Senado favorável ao seu impeachment se o processo for conduzido legalmente. No exterior, a presidente tenta emplacar o discurso oficial do governo de que o processo atual é um golpe sem respaldo jurídico. 

Ela também afirmou que pode recorrer à cláusula democrática do Mercosul se entender que houve uma quebra da ordem democrática no Brasil, em meio ao processo de impeachment que tramita contra ela no Senado. “Eu alegarei a cláusula inexoravelmente… de fato (se houver) a partir de agora uma ruptura do que eu considero processo democrático”, disse a presidente aos jornalistas, acrescentando se isso depende de fatores que ela não pode controlar.

“Estou disposta a lutar para garantir a democracia no Brasil”, disse a presidente, que disse que o que falta para estabilizar a crise fiscal do País é uma estabilidade política. Ela também aproveitou para criticar seu vice-presidente, Michel Temer, dizendo que ele atuou ao lado do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para praticar um golpe de Estado. Segundo ela, os atores políticos que perderam as eleições de 2014 estão trabalhando para “pegar um atalho” para o poder. 

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Apesar de admitir que o momento político e econômico do Brasil é crítico, Dilma reforçou seu compromisso para garantir a execução dos Jogos Olímpicos Rio 2016. 

Por fim, Dilma deu um novo aceno à possibilidade de novas eleições, dizendo que se forem convocadas, é um outro assunto, não é golpe. 

(Com Reuters)

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