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Destino da Oi, Brexit e BCE: tudo o que você precisa acompanhar na próxima semana

Tudo que o investidor precisa saber antes de operar na próxima semana

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SÃO PAULO – Com manutenção de um clima mais calmo no mercado, o Ibovespa conseguiu registrar sua segunda semana de alta seguida, enquanto o dólar perdeu o nível dos R$ 4,10. Para os próximos dias, atenção para o andamento da reforma da Previdência, enquanto o cenário geopolítico externo deve ser o foco dos investidores.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que está trabalhando para construir um entendimento em relação à contagem de prazo para que a reforma da Previdência seja votada já na próxima quarta-feira.

Caso ele não consiga esta articulação, o pleito deve ficar para a outra semana. Em relação à chamada PEC Paralela da Previdência, o senador acredita que será possível votar ainda neste ano.

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Ainda em Brasília, é esperada para a próxima semana a votação do projeto de lei complementar que altera a Lei Geral de Telecomunicações, considerada uma medida essencial para resgatar a Oi (OIBR3), já que tira a obrigatoriedade da companhia fazer manutenção em orelhões. Se o projeto for aprovado, a empresa pode conseguir vender ativos e andar em sua recuperação.

Enquanto isso, o cenário externo segue agitado, mesmo após os alívios dos últimos dias. Na guerra comercial, os pânico do mercado ficou para trás após China e EUA marcarem uma retomada das negociações para outubro.

Do outro lado, a situação no Reino Unido azedou, mesmo que os investidores tenham visto com bons olhos a aprovação de uma lei que evita o Brexit sem acordo. A questão, porém, é que não se sabe o que acontecerá agora.

O premiê Boris Johnson segue tentando aprovar um pedido para antecipar as eleições, mas os parlamentares ainda não estão apoiando a ideia. Vale lembrar que na próxima quarta-feira (11), o Parlamento entra em suspensão, voltando apenas dia 14 de outubro, enquanto o prazo marcado para o Brexit é 31 de outubro.

Indicadores econômicos
No Brasil, após os dados de inflação ficarem dentro do esperado, reforçando as projeções de corte da Selic no próximo dia 18, os dados de atividade volta a ser o foco. As vendas no varejo de julho serão divulgadas após a frustração com a produção industrial no mesmo mês.

Enquanto isso, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresenta o dado de serviços. Por fim, há a possibilidade do Banco Central anunciar os dados do IBC-Br, considerado uma prévia do PIB. Entre os números de inflação, destaque é a 1ª prévia do IGP-M de setembro.

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No exterior, após o relatório de emprego abaixo do previsto nos Estados Unidos, os números de inflação serão destaques, com o CPI de agosto. A estimativa mediana, segundo dados da Bloomberg, aponta um número baixo, desacelerando de 0,3% para 0,1% na comparação mensal.

As projeções também apontam que os números do PPI também devem desacelerar no mesmo comparativo, assim como as vendas no varejo. Entrando em período de silêncio antes do Fomc (que acontece dia 18), não haverá discurso de nenhum integrante do Federal Reserve.

Na Europa, atenção especial para a decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE), na quinta-feira (12), que será seguida por uma coletiva do presidente da instituição, Mario Draghi.

Na China, o governo decidiu cortar o compulsório para estimular a economia, e na próxima semana serão apresentados os números da balança comercial do país. Atenção ainda para o encontro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que pode afetar o preço do petróleo.

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