Diz Época

Defensor de idade mínima na Previdência, novo ministro se aposentou aos 55 anos

Conforme informou o portal da revista Época, o novo comandante do Planejamento, Valdir Simão, é aposentado do cargo de auditor da Receita Federal, com remuneração de R$ 22 mil

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SÃO PAULO – Recém-empossado no ministério do Planejamento, Valdir Simão (antes na Controladoria-Geral da União) já se dedica à discussão sobre possíveis mudanças no sistema previdenciário, em uma iniciativa de o governo conter o avanço dos gastos públicos superior aos níveis de arrecadação. Para que uma distorção estrutural seja corrigida e não prejudique mais o endividamento do Estado brasileiro, uma das opções conversadas pela equipe econômica do governo é o estabelecimento de idade mínima para a aposentadoria.

No entanto, a tarefa da dupla formada por Simão e pelo novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, pode ficar ainda mais complicada de ser aceita por movimentos opositores às reformas na Previdência se um aspecto do histórico profissional do comandante do Planejamento for levado em consideração. Conforme noticiou o portal da revista Época, Valdir Simão se aposentou em outubro, aos 55 anos, do cargo de auditor da Receita Federal, com rendimentos que beirariam os R$ 22 mil. O ministro diz que contribuiu para a Previdência por 40 anos e que seus ganhos não superaram o limite do serviço público.

Há uma semana, o ministro defendeu a adoção de um modelo que garanta a postergação das aposentadorias no Brasil. “Quando a pessoa se aposenta muito jovem, ela continua no mercado. Isso precisa ser repensado. A soma da idade com tempo de contribuição, chegando a 90/100 é interessante, mas pode progredir para uma soma mais ajustada na medida em que a expectativa de vida aumenta”, afirmou conforme matéria do jornal O Globo destacou.

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Sobre a idade mínima, ainda não haveria consenso, mas o ministro disse ser impossível contribuir por 35 anos e ficar metade desse tempo recebendo o benefício. “Nenhum sistema consegue ser sustentável com uma conta dessa. Temos que garantir que essa pessoa fique um tempo justo e necessário e que as contribuições pagas por ela e o empregador sejam suficientes”, complementou.