Os motivos

De Cármen Lúcia a apelos desesperados: os 4 motivos que tornaram o reajuste do STF mais distante

Os últimos dias foram de revés para quem defende o reajuste do STF

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SÃO PAULO – Alvo de muitas controvérsias e de “apelos desesperados” de governadores para que não seja aprovado, o reajuste do STF (Supremo Tribunal Federal) parece mais distante de acontecer por uma série de acontecimentos dos últimos dias, conforme destaca a LCA Consultores. 

Os salários mensais dos ministros passariam dos atuais R$ 33,7 mil para R$ 36,7 mil a partir de junho de 2016, passando a R$ 39,2 mil a partir de janeiro de 2017, podendo ter efeitos sobre outras carreiras vinculadas constitucionalmente. 

Em primeiro lugar, se a votação parecia ganhar força em meio à movimentação do presidente do STF, Ricardo Lewandowski, para tanto, a saída dele do cargo para a entrada de Cármen Lúcia na presidência da Corte, enfraquece fortemente o movimento. Cármen Lúcia toma posse hoje e tem um discurso de austeridade, sendo contra o aumento do STF. 

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Soma-se a isso as declarações do presidente Michel Temer para o jornal O Globo neste último final de semana.  Temer afirmou ser contra o reajuste dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), destacando o efeito-cascata que isso poderia levar. “Isso daí (reajuste do STF) gera uma cascata gravíssima. Porque pega todo o Judiciário, outros setores da administração, todo o Legislativo”. Ao ser questionado se essa era uma briga que compraria, ele afirmou: “não compro contra ninguém, mas em favor do país”.

Em terceiro lugar, após a fala de Temer, O Globo destacou em matéria de hoje que os senadores do PMDB, partido de Temer, que eram defensores do aumento, já acenam com um recuo e demonstram que não veem mais o reajuste como um assunto decidido. Defensor do aumento, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) mudou neste domingo sua postura, disse o jornal. “Acho que isso (de mudar de posição) já está sendo analisado. Se for um entendimento da maioria, do presidente, é uma questão a ser analisada. Eu estava defendendo o aumento em termos de haver um acordo sobre isso”, afirmou o senador. 

Por fim, em quarto e último lugar, os senadores do PSDB e do DEM já tinham se manifestado de forma contrária ao aumento por conta da elevação das despesas com pessoal tanto do Legislativo, como no Executivo, pois o salário de um ministro do Supremo serve como referência para várias categorias do setor público. Ainda assim, mesmo com o recuo do PMDB, eles cobrarão a partir de hoje uma posição firme contra o aumento.