Efeitos da gravação

Cúpula do PMDB vê efeito devastador; núcleo mais próximo de Dilma vê situação insustentável

Já há quem veja que a ação para colocar o Lula no ministério foi um erro e que será de difícil solução

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SÃO PAULO – As gravações de telefonemas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite da última quarta-feira (16) foram recebidas com perplexidade pelo vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), segundo informa a Folha de S. Paulo.

E segundo o jornal, na cúpula do PMDB, a avaliação é de que o efeito político das escutas em que Lula trata de sua nomeação e das investigações das quais é alvo na Justiça é devastador. Um dirigente do partido chegou a proclamar que o “governo acabou”.

Enquanto isso, no Palácio da Alvorada, segundo informou o blog de Gerson Camarotti, do G1, o núcleo mais próximo da presidente estava atordoado.

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Pela primeira vez, houve o reconhecimento de que a situação política ficou insustentável. De forma reservada, alguns auxiliares já reconhecem que foi um grande erro ter deflagrado a operação para transformar Lula em ministro com o objetivo de tirar a investigação sobre o ex-presidente da mira do juiz Sérgio Moro”, afirma o colunista.

Agora, informa o colunista, auxiliares da presidente reconhecem que o episódio levou a Lava Jato de forma definitiva para dentro do Planalto e Lula virou um problema de difícil solução.  “O objetivo inicial era de que ele ajudaria a barrar o processo de impeachment. Mas, agora, ele pode ser o deflagrador desse processo de queda do governo”, afirmou a Camarotti um interlocutor da presidente Dilma.


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