Diz Folha

Cunha discute impeachment com Gilmar Mendes; 250 deputados são a favor do pedido

O encontro ocorreu na última quinta-feira (9) e, de acordo com o jornal, o agravamento da crise foi discutido em detalhes; Paulinho da Força também estava presente

Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reuniu-se com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes e com o deputado Paulinho da Força (SD-SP), que é dirigente da segunda maior central sindical do país. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, na pauta, entre outros temas, estavam diversos cenários da atual crise política, incluindo um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O encontro ocorreu na última quinta-feira (9) e, de acordo com o jornal, o agravamento da crise foi discutido em detalhes. Eles fizeram uma avaliação do cenário no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), onde a chapa de Dilma é investigada por abuso de poder econômico e financiamento irregular de campanha e concluíram que um pedido de cassação dificilmente será aprovado. Isso porque a corte está dividida sobre o tema. 

Também foi feito um diagnóstico sobre as dificuldades para abrir o processo de impeachment na Câmara: a Constituição exige 342 votos a favor para que este processo seja aberto. Paulinho da Força afirmou que um processo só iria para frente por meio de um acordo entre quatro pessoas: Cunha, o vice-presidente Michel Temer, Renan Calheiros e o presidente do PSDB, Aécio Neves. Esta situação levaria a um parlamentarismo branco, com Temer compartilhando poder com Cunha e Renan até as eleições de 2018.

Aprenda a investir na bolsa

Segundo a coluna Painel, do mesmo jornal, a turma que atua na linha de frente do Congresso pela saída da presidente já contabiliza ao menos 250 votos a favor de um eventual pedido de impeachment. O número está abaixo dos 342 votos exigidos pela Constituição para deflagrar um processo desta natureza. 

Procurado pelo jornal, o peemedebista negou ter tratado do assunto. Já Mendes confirmou que as condições de permanência de Dilma no cargo foram discutidas –porém, diz ele, de forma lateral.